15 nov, 2025 - 19:12 • Ana Catarina André
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse, este sábado, na sessão solene que assinalou o 40º aniversário da Mesquita Central de Lisboa, que sempre que o espírito ecuménico “foi respeitado, ao longo da história, Portugal fez-se grande”. Por outro lado, “quando não foi respeitado, fez de Portugal pequeno”.
Na celebração promovida pela Comunidade Islâmica de Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa destacou o papel da “herança islâmica” em Portugal, e sublinhou a importância da liberdade religiosa. “Desta mesquita central a Odivelas e à Mouraria, de Palmela a Famões, a Coimbra e ao Porto, do Algarve à Madeira e aos Açores, sois todos, somos todos portugueses. Fazemos parte de Portugal e enriquecemos Portugal”, disse, diante de um auditório composto por pessoas de diferentes religiões, onde esteve também o Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério.
À saída, em declarações aos jornalistas, o Presidente da República lamentou a morte, este sábado, de uma britânica de 85 anos, na sequência de um fenómeno de vento extremo em Albufeira, no Algarve.
“Sempre que há uma morte e já tinha havido duas, nós não podemos deixar de lamentar e de acompanhar o sofrimento, sobretudo porque quem morre nestas circunstâncias normalmente é o mais indefeso. São os mais indefesos, são mais idosos, são mais pobres, que têm menos condições de se proteger, de se prevenir”, afirmou, referindo que nestes dias, em que o País tem sido afetado pela depressão Cláudia, “os portugueses foram muito disciplinados”.
Questionado sobre o Congresso Nacional da Liga dos Bombeiros Portugueses, que decorre este fim de semana, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que “o primeiro interessado na valorização dos bombeiros é Portugal”. “São os portugueses, é a sociedade portuguesa, é o Estado português, são as autarquias”, frisou. “Sabemos que os bombeiros consideram que se prepara o próximo ano de incêndios com antecedência e que têm propostas sobre o estatuto próprio e sobre o seu papel. É no inverno, quer dizer, é agora, que se prepara bem a primavera, o verão e o outono do ano que vem”, afirmou.
A sessão comemorativa dos 40 anos da Mesquita Central de Lisboa contou, ainda, com as intervenções de Sheik David Munir, Imã da Mesquita Central de Lisboa, que disse que “amar a Pátria” faz parte da fé. “Portugal é a nossa Pátria. Ninguém tem o direito de dizer a um muçulmano português que esta não é a sua pátria”, destacou.
Entre os presentes nesta celebração estiveram, ainda, Monsenhor José António Teixeira Alves, Encarregado de Negócios da Nunciatura Apostólica, o Padre Peter Stilwell, diretor do Departamento das Relações Ecuménicas e do Diálogo Inter-Religioso do Patriarcado de Lisboa, e Manuel Mulji, presidente da Comunidade Hindu de Portugal, entre outros representantes religiosos.