15 nov, 2025 - 23:48 • João Pedro Quesado
O secretário-geral da UGT ameaçou alargar a grave geral de 11 de dezembro para dois dias se o Governo mantiver as atuais propostas de alterações às leis do trabalho. Em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena 1, Mário Mourão declarou que o Governo "encostou a UGT à parede".
De acordo com o Expresso, que cita partes da entrevista publicada às 13h de domingo, a UGT vai ponderar "marcar dois dias de greve em vez de um" se, nas reuniões de 19 de novembro e 10 de dezembro, o Governo apresentar um documento semelhante ao atual, mas admite um recuo caso o Governo "pare, escute e reflita".
Mário Mourão explica que a central sindical optou pela greve porque, depois de reunir com o Governo, percebeu que este "vai levar a proposta tal como está para a Assembleia da República a não ser que a UGT se comprometa a fazer um acordo".
Explicador
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O sindicalista afirma que a UGT não dá "cheques em branco", e acrescenta: "Nós não podemos perder a rua, e o momento é agora".
Mário Mourão desvalorizou ainda as novas propostas do Governo, que admitiu repor os três dias de férias eliminados durante o período da troika, apontando que isso não compensa a simplificação dos despedimentos por justa causa e a possibilidade de não integração dos trabalhadores que sejam despedidos ilegalmente.
A UGT aprovou, na quinta-feira, a adesão à greve geral convocada para 11 de dezembro, afirmando que "a rua é o espaço que resta quando não funciona o diálogo e a conversação". A greve geral junta CGTP e UGT pela primeira vez desde 2013.