17 nov, 2025 - 17:18 • Olímpia Mairos , com redação
A CGTP entregou na tarde desta segunda-feira no Ministério do Trabalho o pré-aviso da greve geral marcada para 11 de dezembro, uma paralisação convocada em conjunto com a UGT.
Apesar de a União Geral de Trabalhadores UUGT) já ter admitido a possibilidade de prolongar a greve por dois dias, caso o Governo não recue na revisão do Código Laboral, a CGTP prefere, para já, manter o foco na data anunciada.
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O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, sublinha que a prioridade é mobilizar os trabalhadores para uma grande jornada de luta no dia 11. Questionado sobre um eventual alargamento da paralisação, Oliveira evitou comprometer-se, destacando que todas as possibilidades continuam a ser consideradas.
“Aquilo que temos de assumir é a construção de uma grande greve geral para o dia 11. Aquilo que a CGTP disse desde o início é que todas as formas de luta estão em cima da mesa. Iremos sempre, consequentemente, estudar essas formas de luta, avaliar essas formas de luta e construir a resposta necessária que temos de construir para derrotar o pacote laboral”, afirmou.
A central sindical mantém, assim, uma posição cautelosa quanto ao prolongamento da greve, insistindo que o objetivo imediato é garantir uma forte adesão à paralisação já convocada. Enquanto isso, a UGT admite reforçar o protesto caso não haja abertura do Governo para rever as alterações ao Código do Trabalho.
Leis laborais
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Em entrevista à Renascença, no passado domingo, Tiago Oliveira já tinha reafirmado que a greve “é urgente e necessária” e que a luta pelos direitos dos trabalhadores será “prolongada”, mas que, “neste momento, está marcado dia 11 e é o dia 11 que temos de trabalhar”.
“Tudo o resto são avaliações futuras que terão de ser feitas”, acrescentou o secretário-geral da central sindical.
Nestas declarações à Renascença, Tiago Oliveira criticou a postura “arrogante” do Governo que, acusa, ainda não deu a conhecer novas propostas de alterações.