17 nov, 2025 - 06:00 • Liliana Monteiro
“Vivemos momentos de expectativa sobre consenso alargado da reforma de justiça, é minha convicção que se perdeu muito tempo”. As palavras foram proferidas pelo Presidente da República durante a cerimónia de atribuição da Grã Cruz da Ordem de Cristo, na passada sexta-feira, à Ordem dos Advogados e perante convidados do sector.
Marcelo sublinhou o papel ativo da instituição que representa os advogados portugueses, como tendo sido uma das primeiras sempre a responder aos desafios do sector, nomeadamente um pacto.
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Remontando a 2018, altura em que os agentes da justiça e da política delinearam um pacto para a justiça, o Chefe de Estado afirmou que o “mini pacto” ficou “aquém das expectativas” e que não foi “devidamente valorizado pelos responsáveis político partidários”.
Considerou ser hoje mais fácil “encontrar pistas concretas para resolver problemas, do que olhar a médio e longo prazo para uma justiça diferente” porque isso, disse, “implicaria uma estabilização institucional, que não é a moda destes tempos, numa Europa mais emocional que racional, mais interessada em resolver problemas imediatos”.
Para tal, afirmou, “seria necessária uma estabilização institucional, que não é a moda destes tempos, numa Europa mais emocional que racional, mais interessada em resolver problemas imediatos”.
Diz o Presidente da República que hoje “as instituições são corporativas e alheias ao diálogo e tolerância” e é neste estado que está “Europa e as democracias mais importantes do mundo”.