17 nov, 2025 - 06:30 • Liliana Monteiro
Não pretende causar dificuldade aos lisboetas, mas promete treinar e afinar procedimentos caso um dia seja necessário atuar num cenário real de sismo e ajudar a população.
Começa esta segunda-feira o Exercício Fénix 25 que vai treinar a capacidade de resposta do sistema integrado de apoio militar de emergência do Exército às solicitações da Proteção Civil.
O cenário recria as consequências de um sismo de grande magnitude, consequências que vão ser testadas em várias zonas da cidade de Lisboa, entre elas o parque florestal de Monsanto, Alcântara, Cidade Universitária, escolas, um ginásio e até no metro das Olaias, explica à Renascença o Coronel de engenharia Tiago Lopes, Comandante do Regimento de Apoio Militar de Emergência.
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No terreno vão estar centenas de operacionais vindos no caso do Exército de unidades de todo o país.
“Vamos envolver cerca de 300 operacionais e mais de 100 viaturas. Vamos testar capacidades de apoio sanitário, equipas de emergência e intervenção psicológica; capacidade de busca e resgate terrestre; segurança e vigilância do teatro de operações com recurso a cartografia e drones usados para que as decisões no posto de comando sejam céleres e as mais adequadas”, explica.
Mas há mais, “vamos ainda implementar no terreno a valência de apoio de serviços: alojamento de emergência, energia, purificação de água e transporte de manutenção, capacidade de engenharia militar para desobstrução de acessos para passagem das equipas”.
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Os micro cenários são diversos: “estruturas colapsadas, itenerários que têm de ser limpos para as autoridades fazerem socorro, utilizar capacidade química, radiológica e biológica para conter derrames, a nível sanitário equipas medicas da cruz vermelha e outros para tratarem vitimas”.
O Coronel de engenharia, Tiago Lopes, revela que as comunicações vão ser redundantes: “vamos utilizar o Siresp e meios rádio das unidades militares para fazer comunicações”.
O Exército também quer estar pronto para ajudar quando e se for necessário, “temos muitas unidades dispersas pelo país, os quarteis estão destinados a dar apoio a catástrofes, seja para alojamento ou distribuição de alimentação”, afirma.
O Comandante do Regimento de Apoio Militar de Emergência sublinha, “vamos estar visíveis, mas os cenários vão ser executados para não causar dificuldade aos lisboetas. Queremos testar interoperabilidades, mas não queremos constrangimentos na cidade”.
Esta edição do Exercício FÉNIX conta com o apoio e a participação da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Bombeiros Voluntários, Câmara Municipal de Lisboa, Cruz Vermelha Portuguesa, Força Aérea, Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Publica, Polícia Municipal, Força Especial de Proteção Civil, Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, bem como de outros Agentes de Proteção Civil, visando sustentar a padronização de procedimentos e a validação de critérios de interoperabilidade.