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Sapadores de Lisboa em greve. Há bombeiros sem "equipamentos de proteção individual" desde 2022

17 nov, 2025 - 09:36 • Ana Fernandes Silva

Sapadores garantem que socorro à população não está em causa em paralisação que deve durar um mês.

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Os bombeiros do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa (SNSBP) começam esta segunda-feira uma greve que só deverá terminar daqui a um mês.

O profissionais reclamam a falta de equipamentos de proteção individual, a escassez de efetivos e de viaturas.

Em declarações à Renascença, o presidente do Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais refere "a desorganização interna do regimento" como um dos principais motivos para a paralisação.

"Alguns bombeiros que ingressaram no regimento em 2022 e agora na última recruta, ainda não têm equipamentos de proteção individual", adverte Sérgio Carvalho. "Nem fatos de chuva, nem fatos para o frio, não têm capacete, andam com capacetes que eram de outros colegas".

Serviços mínimos garantidos. "População não tem culpa do que se está a passar"

Esta é uma paralisação com serviços mínimos garantidos, ou seja, será assegurado "todo o socorro que seja necessário". Vai afetar os serviços de prevenção e vistorias, limpezas de pavimento, entre outros serviços que não coloquem em causa o socorro.

"Não é contra a população de Lisboa, nem quem vem a Lisboa. Porque a população não tem culpa do que se está a passar, nem os bombeiros, em momento algum, vão penalizar a população", sublinha Sérgio Carvalho.

"A greve será a simulacros, exercícios, formaturas, tudo o que seja serviços administrativos internos", adianta.

Será ainda garantida a formação na "escola do Regimento apenas a nível de concursos de promoção para os bombeiros do Regimento, em detrimento de outros corpos de bombeiros a quem ela está a administrar essas formações".

O presidente do SNBP esclarece que a greve, prevista até 17 de dezembro, só termina quando for recebido pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas.

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  • Cidadao
    17 nov, 2025 LX 11:55
    Os problemas já vêm dos tempos da Geringonça e depois, do PS de Costa com maioria absoluta. Nessa altura não se falava em "Greve" por tudo e por nada, embora os problemas já lá estivessem. Seria por o PCP apoiar o PS e por travão a greves, enquanto agora é o PSD no governo, logo, o alvo a abater?

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