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Transportes

Motoristas TVDE não conseguem deixar passageiros perto dos cruzeiros na Madeira

19 nov, 2025 - 18:14 • Lusa

Clientes estão a ser "deixados até dois quilómetros de distância do destino selecionado", denunciou responsável da delegação TVDE da Madeira, Válter Pereira. Os passageiros têm avaliado negativamente os motorista, e isso reflete-se nos salários.

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A delegação da Madeira da Associação Nacional Movimento TVDE denunciou esta quarta-feira que os motoristas têm sido impedidos de deixar passageiros junto à zona dos navios de cruzeiro, no Funchal, o que causa transtornos a clientes e operadores.

"Nas últimas semanas, os motoristas TVDE têm sido impedidos de realizar a deixa de passageiros junto à zona dos navios de cruzeiro, obrigando os clientes a serem deixados até dois quilómetros de distância do destino selecionado e pago nas plataformas digitais", lê-se numa nota enviada pelo responsável da associação na Madeira, Válter Pereira.

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Segundo o responsável, "esta limitação, além de não ter enquadramento legal, causa transtornos significativos aos passageiros, que têm apresentado reclamações diretamente nas plataformas devido ao incumprimento forçado do ponto de destino".

Na sequência das queixas, os motoristas TVDE têm sido "gravemente prejudicados", uma vez que "as plataformas têm procedido à devolução integral dos valores cobrados, mesmo quando o serviço foi executado dentro das limitações impostas localmente.

"Estas perdas financeiras, associadas ao impacto negativo nas avaliações dos motoristas, comprometem a sustentabilidade de muitos profissionais que dependem exclusivamente desta atividade", reforça Válter Pereira.

Nesse sentido, a associação "solicita às autoridades regionais e nacionais uma intervenção urgente, de forma a clarificar e corrigir esta situação, garantindo que todos os operadores – TVDE e outros operadores do setor de transporte – possam trabalhar em condições equitativas, respeitando a legislação e os direitos dos passageiros".

A delegação da Madeira considera esta situação "discriminatória e contrária ao princípio da livre concorrência, especialmente numa região com forte vocação turística como a Madeira", reforçando que "impedir o normal acesso de serviços legalmente regulados ao terminal de cruzeiros prejudica não só o trabalho dos profissionais, como também a qualidade da experiência turística, afetando a imagem da região".

Entretanto, questionada pela agência Lusa, a Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira (APRAM), esclareceu, numa resposta escrita, que "a situação encontra-se já normalizada" e que se deveu a "uma falha de comunicação interna, que apenas permitiu a entrada de viaturas TVDE que transportassem passageiros com mobilidade reduzida".

A APRAM lamentou também que a situação "não tenha sido comunicada através dos canais próprios, o que teria facilitado e acelerado a sua normalização".

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