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Protesto

Professores juntam-se à greve geral de 11 de dezembro

20 nov, 2025 - 13:13 • Ana Kotowicz

Alterações que o Governo quer fazer ao Código do Trabalho seriam "um gravíssimo retrocesso civilizacional", argumenta a Fenprof.

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Os professores vão juntar-se à greve geral convocada pelas duas centrais sindicais para 11 de dezembro. Esta sexta-feira, a Fenprof entrega o pré-aviso de greve no Ministério da Educação.

Em comunicado, a federação de sindicatos considera que o anteprojeto de alteração à legislação laboral "é um grave ataque aos direitos dos trabalhadores" e, se aprovado, "constituiria um gravíssimo retrocesso civilizacional", com consequências para todos os setores da economia.

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Além disso, a estrutura afeta à CGTP, considera que as propostas do Governo "acentuam a já forte desigualdade na relação de poder empregador-trabalhador", promovendo a desregulação das relações de trabalho.

Entre outras críticas, a Fenprof argumenta que as propostas mantêm os salários baixos, "incentivam a flexibilização descontrolada dos horários" e fragilizam a contratação coletiva.

A perda de direitos na maternidade e na paternidade e "um claro atentado à liberdade sindical e ao direito à greve" fazem parte dos motivos apontados para aderir ao protesto de dezembro.

Esta semana, também o secretário-geral da FNE, afirmou que a federação e os seus sindicatos estão “completamente alinhados com a decisão tomada pela UGT”.

Em declarações ao Jornal Económico. Pedro Barreiros recordou que a FNE (afeta à UGT) foi a primeira organização dentro da central sindical a mostrar-se publicamente contra as mudanças no pacote laboral, através da através da resolução “Contra o ataque aos direitos dos trabalhadores”, aprovada por unanimidade no Secretariado Nacional de 7 de novembro, em Lisboa.

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