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​Operação Safra Justa

Aberto processo contra militares da GNR suspeitos de exploração de imigrantes

25 nov, 2025 - 17:43 • Cristina Nascimento

PSP também já emitiu um comunicado sobre o assunto, esclarecendo que o agente agora detido estava desarmado e de baixa prolongada há 14 meses.

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A Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI) avança com a instrução de processos administrativos e/ou disciplinares contra os 10 militares da GNR envolvidos na operação “Safra Justa”.

Segundo o comunicado da GNR enviado esta terça-feira à tarde, “foram desenvolvidas as necessárias diligências de coordenação” entre a Guarda Nacional Republicana e IGAI, tendo em vista esses processos.

A GNR reage assim à operação lançada pelas autoridades, esta terça-feira de manhã, que culminou na detenção de 17 pessoas, entre os quais uma dezena de militares da GNR e um agente da PSP.

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O grupo controlava centenas de trabalhadores estrangeiros, a maioria em situação irregular em Portugal, explorando-os através de empresas de trabalho temporário criadas especificamente para o efeito.

Os militares da GNR e o agente da PSP facilitariam a atuação do grupo criminoso.

No comunicado da GNR, o Comando da Guarda garante não ter conhecimento dos “ilícitos criminais, em concreto, que os seus militares poderão ter cometido”. No entanto, acrescenta, que, a confirmar-se as suspeitas, “tudo fará para que os autores sejam criminalmente responsabilizados”.

A GNR manifesta “total repúdio em relação a quaisquer atos que ponham em causa os direitos humanos, a dignidade das pessoas e o bom nome de todos os seus militares e civis”, assegurando que na GNR “não há lugar para pessoas cujo comportamento possa corromper o compromisso de honra e exemplaridade ética”.

A Guarda Nacional Republicana assegura ainda que a Polícia Judiciária, responsável pela investigação criminal, contou com a total colaboração e suporte da GNR.

Na mesma linha, a PSP também já emitiu um comunicado sobre o assunto, esclarecendo que o agente da PSP agora detido estava desarmado e de baixa prolongada há 14 meses.

A nota da PSP saúda o escrutínio de que é alvo e garante que repudia qualquer conduta "interna ou externa" que viole direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.

A PSP assegura ainda que, há dois anos, já tinha denunciado ao Ministério Publico suspeitas de ilícitos praticados na zona de Beja que podem corresponder aos descritos agora pela Polícia Judiciária.

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