26 nov, 2025 - 20:09 • Ricardo Vieira
A juíza do processo Operação Marquês rejeitou o pedido do novo advogado de José Sócrates, que tinha solicitado cinco meses e meio para estudar o caso.
Susana Seca deu 10 dias ao advogado José Preto para conhecer o processo. No entanto, Susana Seca desmarcou todas as sessões até 18 de dezembro e marcou o recomeço do julgamento para 6 de janeiro de 2026, avança a CNN Portugal.
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José Preto foi esta quarta-feira anunciado como novo defensor do antigo primeiro-ministro, substituindo Pedro Delille que abandonou o caso.
Em declarações à CNN Portugal, José Sócrates já lamentou a decisão da juíza Susana Seca de rejeitar o adiamento de cinco meses e meio.
“Este processo tem 90 mil folhas, 443 apensos, este meu advogado chegou agora. A ideia de que a juíza tem de que o meu advogado não tem direito a inteirar-se do processo antes de começar a defesa, é uma ideia que não se coaduna com os princípios constitucionais do direito à defesa", afirma o principal arguido do processo Marquês.
Operação Marquês
José Preto foi advogado do antigo presidente do Sp(...)
José Sócrates admite que o processo "promete transformar-se numa batalha que a senhora juíza tinha todas as condições para evitar” e explica o pedido de cinco meses e meio para advogado José Preto estudar o processo.
“O meu advogado pediu exatamente o mesmo tratamento que o Ministério Público pediu em 2021, quando pediu cinco meses e meio”, defende.
Para José Sócrates, "esses cinco meses e meio representam apenas a defesa de um processo justo. Igualdade de armas. Um prazo para a defesa, um prazo para a acusação”.
O antigo primeiro-ministro acusa a juíza de querer transformar o julgamento "numa caricatura" e de pretender "desprezar os direitos da defesa e desconsiderá-los".
“A senhora juíza encontrará pela frente quem luta pelos seus direitos e pelas garantias de defesa”, avisa o arguido.
[notícia atualizada às 20h41]