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Saúde

Tarefeiros vão apresentar propostas à ministra da Saúde até ao final do ano

27 nov, 2025 - 14:01 • João Cunha

"O nosso objetivo é o mesmo: garantir a qualidade do serviço de urgência prestado aos portugueses", disse o presidente da Associação de Médicos Tarefeiros.

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Até ao fim do ano, a Associação de Médicos Tarefeiros terá propostas concretas para entregar ao Ministério da Saúde, sobre como disciplinar a prestação de serviços nos hospitais públicos.

A garantia foi deixada por Nuno Figueiredo e Sousa, presidente da Associação de Médicos Tarefeiros, à saída de uma reunião, esta quinta-feira de manhã, com a ministra da Saúde, um mês depois de o Governo ter aprovado novas regras para disciplinar a prestação de serviços nos hospitais públicos.

"Posso garantir que a Dra. Ana Paula Martins foi extremamente cordial, extremamente afável e com vontade de resolver esta questão. Os nossos raciocínios estão muito bem alinhados e o nosso objetivo é o mesmo: garantir a qualidade do serviço de urgência prestado aos portugueses", disse ao jornalistas.

O recurso dos hospitais à contratação de médicos tarefeiros, que não têm vínculo permanente ao SNS e que são chamados para suprir a falta de especialistas, sobretudo nas urgências, tem vindo a aumentar ao longo dos últimos anos.

Em 2024 representaram uma despesa superior a 230 milhões de euros, que o Governo pretende reduzir até 100 milhões de euros, prevendo que 29 milhões dessa poupança possam ser alcançados ainda este ano.

O novo regime, aprovado em final de outubro, prevê também que médicos atualmente em situação de incompatibilidade possam ingressar no SNS através de uma espécie de “via verde”, permitindo a sua integração no serviço público sempre que exista vaga na respetiva Unidade Local de Saúde.

Sobre o decreto-lei que vai regulamentar estas novas regras, Nuno Figueiredo e Sousa admitiu que "continuam sem saber" pormenores sobre esse decreto-lei. "Em concreto, ninguém sabe do que está escrito nesse decreto-lei."

Ainda assim, a associação acredita que "até ao fim do ano" terá propostas concretas entregues no Ministério da Saúde, assegurou Nuno Figueiredo e Sousa.

Situação em Castelo Branco

O presidente da Associação de Médicos Tarefeiros manifestou ainda solidariedade para com os tarefeiros da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco que foram informados de que o salário deste mês não será pago na íntegra, devido a problemas de tesouraria.

"Estamos absolutamente inteirados dessa situação e solidários com os colegas de Castelo Branco. Achamos lamentável que isso esteja a acontecer nesta altura, mas estamos em crer que tudo será tratado e resolvido conjuntamente com o Ministério da Saúde", afirmou.

A associação espera que a solução surja o mais depressa possível.

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