Governo admite “embaraço” com filas nos aeroportos e promete solução até ao verão
03 dez, 2025 - 08:15 • Olímpia Mairos , com Hugo Monteiro
“A situação das fronteiras é um embaraço para o Governo." A declaração é do secretário de Estado das Infraestruturas e foi proferida no Congresso da APAVT, que decorre em Macau.
O secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, reconheceu que as longas filas nos aeroportos nacionais, em particular no de Lisboa, constituem um “embaraço para o Governo” e promete melhorias significativas até ao próximo verão.
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Durante o Congresso das Agências de Viagens, que decorre em Macau, Hugo Espírito Santo assumiu que o cenário atual é “mau” e garantiu que estão a ser preparadas intervenções estruturais para reduzir os tempos de espera no controlo de fronteiras.
“A situação das fronteiras é um embaraço para o Governo. Temos de ter uma atitude de humildade relativamente àquilo que fazemos. Neste momento, é um embaraço e acho que a única coisa que se podia fazer era pedir desculpa”, afirmou Hugo Espírito Santo.
De acordo com o secretário de Estado, o Governo vai redesenhar toda a zona das partidas e chegadas e aumentar em 30% o número de boxes e e-gates nas partidas e em 70% nas chegadas, com conclusão prevista até junho de 2025.
“O desafio é esse”, sublinhou.
Causas identificadas e soluções em marcha
O secretário de Estado destacou que as causas para os atrasos estão “claramente identificadas”, apontando a falta de agentes da PSP, instabilidade tecnológica nas e-gates e a lentidão do sistema como principais fatores.
“Temos um acompanhamento muito próximo do Governo neste tema, com cinco ministros diretamente envolvidos. Estamos a monitorizar diariamente o tempo médio de passagem na fronteira de Lisboa”, explicou.
Hugo Espírito Santo elogiou ainda a colaboração da ANA - Aeroportos de Portugal, salientando que a empresa tem sido “um parceiro ativo” na busca de soluções.
ANA reconhece problema e pede mais meios
As declarações surgem depois de o presidente da ANA, José Luís Arnaut, ter reconhecido a existência de um “problema seríssimo” nas fronteiras, sublinhando, contudo, que o problema “não está nas mãos da gestora aeroportuária”, mas sim do Governo, devido à escassez de agentes de controlo.
No mesmo encontro, Arnaut afirmou querer antecipar os prazos definidos para o novo aeroporto de Lisboa, embora tenha lembrado que 2037 continua a ser o prazo “de segurança” previsto na proposta inicial.
“2037 é da exclusiva responsabilidade do Zé Luís. O nosso timing é 2034-2035”, contrapôs o secretário de Estado, acrescentando que nada impede a ANA de acelerar prazos.
O 50.º Congresso Nacional da APAVT, que decorre até dia 4, conta com mais de mil congressistas, em Macau.
- Noticiário das 1h
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