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Saúde

Médicos pedem mudanças na prescrição de transporte para doentes

03 dez, 2025 - 11:47 • João Cunha

Um grupo de cerca de 700 médicos do Serviço Nacional de Saúde entregou uma petição à ministra da Saúde e à direção executiva do SNS, a pedir a revisão urgente do modelo de prescrição de transporte de doentes não urgentes.

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Queixam-se do desperdício de recursos em tarefas meramente administrativas, prejudicando o tempo de que dispõem para consultas e doentes, adiantando que perdem mais de 6 mil horas de trabalho médico a preencher estes formulários já que têm de emitir uma requisição de transporte para cada consulta, exame ou tratamento.

A queixa é de um grupo de cerca de 700 médicos do Serviço Nacional de Saúde e é por isso que apresentaram uma petição ao Ministério da Saúde e à direção Executiva do SNS a pedir uma revisão urgente do modelo de prescrição de transporte de doentes não urgentes.

Na missiva, explicam que os dados mais recentes, relativos a 2024, reportam 123.848 transportes não urgentes. Contas feitas, tendo de dispensar 3 minutos por cada requisição, concluem que despenderam as tais 6 mil horas de trabalho médico unicamente nesta tarefa.

Os médicos sublinham que a proposta visa garantir o acesso atempado e simplificado dos utentes a um direito que lhes assiste, ao mesmo tempo que liberta os médicos do SNS de uma tarefa burocrática repetitiva que consome tempo precioso que deveria ser alocado à prestação de cuidados diretos.

Ana Paula Martins, ministra da Saúde, aplaude a preocupação dos médicos.

"Fico até muito sensibilizada por termos profissionais que pedem ao Governo que tome em consideração que o seu tempo tem de servir para humanizar mais a relação com os doentes e para o que têm de fazer, que é tratar doentes, e não andar a passar requisições, seja de papel seja de que maneira for", disse a ministra.

Ana Paula Martins defende que essa é uma das áreas em que é preciso garantir que, nos próximos anos, o SNS tenha "novos processos que possam ser digitais".

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  • EU
    03 dez, 2025 PORTUGAL 12:59
    Este ASSUNTO " transporte de doentes " é daqueles que EU já estive para DENUNCIAR não o tendo feito, não por medo mas por ser muito sensível. Vou dar o meu exemplo e depois CADA UM pense como quiser. Em 1998 fui convocado para uma consulta nos Hospitais de Coimbra afim de ser avaliado para CIRURGIA CARDIACA. Desloquei-me em viatura própria numa distância de 360 kms " ida e volta ". Passados uns dias fui convocado para a cirurgia e em viatura própria arranjei quem me levasse até lá. Na data da alta pedi que me fossem buscar com essa viatura. Fiquei com uma consulta marcada num prazo de vinte e TAL dias para avaliação e possível alta definitiva e desloquei-me também em viatura própria. Em 2022 fui bafejado com um bichinho que me tem feito realizar EXAMES em locais com uma distância superior aos 100 kms. Já foram várias as vezes que me desloquei e sempre o fiz em viatura própria. No dia anterior à deslocação sou abordado por quem faz esses transportes a combinarem a saída e sempre digo " agradecendo " que me deslocarei em viatura própria". Sou beneficiário da ADSE. Em algumas VEZES vejo que certos UTENTES têm POSSES e viaturas superiores à minha e penso SERÁ HUMANO o que FAZEM? Acho que NÃO. E digo NÃO porque VÁRIAS VEZES vejo alguns desses Utentes deslocarem-se a essas DISTÂNCIAS para assistirem a JOGOS de futebol. Podem ter a certeza que É GASTO em transportes aquilo que não DEVIA.

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