Ouvir
  • Noticiário das 7h
  • 14 abr, 2026
A+ / A-

Portugal assina Convenção europeia contra crimes ambientais

03 dez, 2025 - 15:51 • Lusa

O novo tratado insere-se na estratégia do Conselho da Europa para o Ambiente e pretende responder à intitulada "tripla crise planetária" -- alterações climáticas, poluição e perda de biodiversidade.

A+ / A-

Portugal assinou esta quarta-feira uma convenção do Conselho da Europa que cria um quadro jurídico para combater crimes ambientais graves, incluindo os transfronteiriços, num "passo histórico" para a proteção ambiental global.

A Convenção sobre a Proteção do Ambiente através do Direito Penal também já foi subscrita pela Moldova e pela União Europeia (UE).

O secretário-geral do Conselho da Europa, Alain Berset, apelou aos restantes Estados-membros para que assinem e ratifiquem rapidamente a Convenção.

"Devemos acelerar os nossos esforços coletivos para proteger o ambiente e combater os crimes ambientais que ameaçam o nosso futuro", afirmou, citado numa nota do organismo.

O novo tratado insere-se na estratégia do Conselho da Europa para o Ambiente e pretende responder à intitulada "tripla crise planetária" -- alterações climáticas, poluição e perda de biodiversidade.

Elaborado com contributos do Vaticano, da UE, da Organização das Nações Unidas (ONU), da INTERPOL e da sociedade civil, o novo instrumento jurídico reforça que a destruição ambiental pode constituir crime e exige cooperação internacional.

Para entrar em vigor, são necessárias 10 ratificações, das quais pelo menos oito de Estados-membros do Conselho da Europa.

"Instamos os governos a agirem rapidamente, para que possamos começar a aplicar estas proteções vitais o mais breve possível", reiterou Alain Berset.

O objetivo imediato é desbloquear as ferramentas jurídicas que permitam responsabilizar os autores de crimes ambientais.

Ouvir
  • Noticiário das 7h
  • 14 abr, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque