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IGAS e MP abrem inquérito a caso de bebé levada do Hospital de Gaia pela mãe

05 dez, 2025 - 13:51 • Olímpia Mairos

O processo de inspeção tem como objetivo avaliar os mecanismos de segurança daquela unidade hospitalar.

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A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) instaurou um processo de inspeção à Unidade Local de Saúde de Gaia/Espinho (ULSGE) na sequência do caso de uma bebé de quatro meses que foi retirada pela mãe do internamento de pediatria do Hospital Eduardo Santos Silva, contornando as medidas de segurança, e que acabou posteriormente entregue a uma instituição.

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Em comunicado, a IGAS confirma que o processo de inspeção tem como objetivo avaliar os mecanismos de segurança daquela unidade hospitalar.

“Na sequência de notícias divulgadas por órgãos de comunicação social, no dia 4 de dezembro de 2025, relativas à retirada de um bebé de quatro meses pela mãe (...), contornando as medidas de segurança, foi instaurado, por despacho do Inspetor-geral de 4 de dezembro de 2025, um processo de inspeção”, lê-se na nota publicada no site da IGAS.

A Procuradora Geral da República também abriu um inquérito. “Confirma-se a existência de inquérito que tem por objeto os factos referidos. O mesmo corre termos no DIAP de Vila Nova de Gaia”, indicou à Renascença.

O caso ocorreu na quarta-feira, quando uma mulher retirou a filha de quatro meses do internamento de pediatria, contornando os sistemas de segurança do hospital.

Em declarações à Renascença, o presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde de Gaia-Espinho, Luís Matos, explicou que a mulher tinha autorização judicial para acompanhar a criança durante o internamento e garantiu que “não havia qualquer sinal de risco de que a bebé pudesse ser levada”.

Questionado sobre uma eventual falha dos profissionais, Luís Matos rejeitou essa hipótese, sublinhando que o incidente ocorreu durante uma mudança de turno de enfermagem.

O responsável acrescentou ainda que o sistema de segurança estava operacional e que a pulseira de identificação da bebé foi retirada sem ser danificada, impedindo o disparo do alarme.

O hospital abriu também um inquérito interno, cujas conclusões deverão ser conhecidas dentro de cerca de uma semana. As imagens de videovigilância só poderão ser consultadas mediante autorização judicial, mas a administração garantiu estar a colaborar com as autoridades.

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