ambiente
Lousada quer plantar 100 mil árvores em cinco anos
07 dez, 2025 - 13:41 • Isabel Pacheco
Este domingo foi dia de plantar árvores em Lousada. A iniciativa assinalou o último dia do 30.º Encontro Nacional das Associações de Defesa do Ambiente.
Eugénio Matias já perdeu a conta aos anos desde que participa no projeto “plantar Lousada”. É um dos voluntários assíduos da iniciativa da autarquia e este domingo não foi exceção.
É de enxada na mão que Eugénio “quase a fazer os 63 anos” se prepara para plantar o “sanguinho de água”, uma das espécies autóctones nos três hectares de terra à beira-rio plantados na quinta de Vila Pouca, em Meinedo.
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Conta que é guarda-rios “há uma década” e que é o interesse pela natureza que o leva quase todos os meses a participar na plantação de árvores. “Fazemos exercício e cuidamos do ambiente”, resume.
Depois de cavar a terra, sacode a raiz e coloca-a na terra. “Agora vou fazer o miminho que é aconchegá-la com a própria mão”, exemplifica. “E pronto, está feito”. “É só esperar que possa começar a arrancar ainda este inverno”, acrescenta.
Depois de cavar a terra, sacode a raiz e coloca-a na terra. “Agora vou fazer o miminho que é aconchegá-la com a própria mão”, exemplifica. “E pronto, está feito”. “É só esperar que possa começar a arrancar ainda este inverno”, acrescenta.
Mesmo ao lado, Luis Guilherme Sousa, biólogo e coordenador do projeto municipal explica a Patricia Bragança como usar a enxada. É uma estreia para a estudante de geografia de 23 anos.
“Já consegui plantar, pelo menos, duas árvores”, conta orgulhosa enquanto tenta tirar mais uma planta de um vaso. “Acho que, pouco a pouco, estou a conseguir. É um passo de cada vez”.
Mas, há quem comece ainda mais cedo nestas lides do voluntariado ambiental. É o caso de Beatriz de 11 anos. “Foi a minha prima que me convidou e vim”, resume a jovem, enquanto, tenta cavar a terra com a ajuda da prima Inês, 17 anos. E apesar do esforço para quebrar as pequenas pedras de granito na terra, garante que “vai voltar”. A prima Inês interrompe: “ Eu não deixava outra coisa”.
A ideia do projeto, explica-nos o biólogo Luis Guilherme Sousa, é recuperar a espécies autóctones do território e plantação a plantação criar um “bosque”.
“Ainda não está um bosque maduro, porque destruir é muito fácil . Pode ser de um dia para o outro. Conseguimos cortar as árvores, mas elas depois demoram o seu tempo a crescer”, aponta Luis realçando , no entanto que “já está algo feito”.
“Já dá perfeitamente para uma família vir aqui passar um bocadinho”. E a prova disso, foi uma raposa que “escolheu o espaço para fazer aqui a sua toca. Ela já vive aqui”, conta o biólogo.
“Plantar Lousada” arrancou em 2013, e 150 mil arvores ainda há caminho a fazer.
O objetivo é chegarmos às 250 mil árvores até 2030. É muito ambicioso, mas vamos dar o nosso melhor”.
A iniciativa quese repete mensalmente entre novembro e abril insere-se na política municipal que valeu à autarquia de Lousada o prémio nacional da confederação portuguesa das associações de defesa do ambiente.
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