08 dez, 2025 - 14:16 • Anabela Góis , Catarina Magalhães
O Metro de Lisboa anunciou esta segunda-feira que vai recorrer da decisão "particularmente gravosa" do Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social (CES), já que a instituição rejeitou a fixação de serviços mínimos para a greve geral, marcada para 11 de dezembro em todo o país.
Em comunicado, a empresa do metropolitano insiste que é possível compatibilizar o exercício do direito à greve, sem comprometer a rede de transportes públicos. "O Metropolitano de Lisboa reafirma ser possível compatibilizar o exercício do direito à greve com a garantia de um nível mínimo de mobilidade segura, fiável e previsível."
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O Tribunal Arbitral do CES decidiu, por unanimidade, "não fixar serviços mínimos em matéria de circulação de composições".
Porém, em entrevista à Renascença, a dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Urbanos, Anabela Carvalheira, desmente que os trabalhadores do metro não vão cumprir serviços mínimos, mas relembra que não há condições de segurança para transportar passageiros.
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"Começa a ser habitual o conselho de administração do Metro não se preocupar com a segurança dos seus trabalhadores e dos utentes", denunciou a dirigente.
Em vez disso, a dirigente defende que o Metropolitano prefere "contra tudo e contra todos contrariar a jurisprudência há longos anos".