08 dez, 2025 - 11:48 • Ana Kotowicz
Não acontecia há sete anos. A subida foi interrompida e há uma queda ligeira nas taxas de conclusão do ensino secundário no tempo esperado, com pouco mais de sete em cada dez alunos (77%) a terminarem o ciclo de estudos em três anos. No ano anterior, o valor era de 80%.
Olhando para os números de outra perspetiva, significa também que quase um quarto dos estudantes (23%) não conseguiu fazer o secundário sem chumbar.
Os números são do mais recente relatório da Direção Geral de Estatísticas de Educação e mostram uma queda no ano letivo de 2022/23 — ou seja, dos alunos que ingressaram no secundário em 2020/21, ano marcado pela pandemia de Covid-19. Foi em 16 de março de 2020 que as escolas fecharam e os alunos passaram a ter aulas à distância.
A série, que se refere aos cursos científico-humanísticos, começa em 2014/15 (não há valores disponíveis antes dessa data), altura em que só pouco mais de metade dos estudantes (55%) conseguiam fazer o secundário sem chumbar.
Também nos cursos profissionais se regista uma descida, mas mais ligeira: 70% dos estudantes concluem o ciclo de ensino no tempo previsto quando, no ano anterior, eram 71%.
A descida acontece tanto no público (quebra de 3%) como no privado (2%), embora nas escolas do Estado a queda seja ligeiramente maior. Em ambos os casos, a percentagem de alunos que vão do 10.º ao 12.º ano em três anos regressa aos valores de dois anos antes (2020/21).
No entanto, e apesar de a queda estar quase em linha em públicas e colégios, a percentagem de alunos que chumba durante o secundário é bastante maior nas escolas estatais. Ali, um quarto dos alunos (25%) não consegue completar o secundário em três anos, valor que nos colégios é de apenas 11%.
Quanto a regiões, o padrão mantém-se e os piores resultados são na Grande Lisboa (70%), enquanto no Norte estão os melhores resultados: 8 em cada dez alunos (80%) completam o secundário com sucesso no tempo esperado.