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Greve geral: TAP prevê realizar um terço dos voos na quinta-feira

09 dez, 2025 - 18:07 • Sandra Afonso , Catarina Magalhães

Companhia aérea ainda está a negociar os serviços mínimos com os sindicatos para que os voos no dia de greve geral "corram da melhor maneira possível", afirmou o presidente executivo da TAP.

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A TAP prevê realizar um terço dos voos na próxima quinta-feira, dia de greve geral, confirmou o presidente executivo da companhia aérea, Luis Rodrigues, aos jornalistas nesta terça-feira.

"Estamos preocupados em garantir que a operação acordada com os sindicatos corra da melhor maneira possível", afirmou o CEO da TAP.

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A companhia aérea ainda está a negociar os serviços mínimos com os sindicatos, mas tem investido esforços para evitar que os passageiros sejam afetados.

Apesar de a TAP ter anunciado há cinco dias que cancelaria voos com possibilidade de reagendar "sem custos", o plano de operação com os sindicatos quer evitar surpresas no aeroporto.

O CEO da TAP explicou ainda que contactaram os passageiros para evitar deslocações desnecessárias para o aeroporto no dia de greve geral.

"Todas as equipas de atendimento ao cliente fizeram um trabalho fantástico de contactar todos os clientes para minimizar os impactos da greve."

Luís Rodrigues espera ainda conseguir diminuir as filas de espera nesta época de Natal. Admite que o controlo nas fronteiras "é um tema discutido a nível europeu, o que eu sei que está a ser considerado é 'desligar o sistema', durante o período de Natal e Ano Novo". Portugal não é caso único, "o que se passa aqui passa-se também na generalidade dos aeroportos da Europa e todos estão a dar o seu melhor para que a situação se resolva", diz.

O presidente da TAP mostra-se ainda confiante sobre a privatização da empresa, "evoluímos dramaticamente para os três maiores grupos europeus e os três maiores do mundo estarem interessados na companhia, acho que isso diz tudo. Estou otimista", remata. Na corrida pelo capital da TAP mantêm-se a Lufthansa, a Air France-KLM e a IAG.

Luís Rodrigues sublinha também que todo o processo de privatização está a decorrer dentro do calendário definido pelo governo.

Em aberto está ainda a situação do handling e do catering, o CEO da TAP admite a venda logo a seguir à privatização, uma vez que são operações incluídas no plano de restruturação.

Para o próximo ano, antecipa o crescimento da TAP, em "passageiros e receita", apesar do "ambiente global geopolítico cada vez mais complexo". Luís Rodrigues defende que "as pessoas querem e vão querer continuar a viajar", por isso acredita que a TAP vai conseguir "mais um ano de crescimento".

Sobre as novidades para 2026, não sobe para já o pano, mas admite que podem incluir mudanças nos destinos de voo.

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