09 dez, 2025 - 13:04 • Olímpia Mairos
A escritora, bióloga e professora universitária Clara Pinto Correia morreu esta terça-feira, aos 65 anos. A notícia foi avançada pelo Correio da Manhã, que refere que a autora foi encontrada sem vida em casa, em Estremoz, no distrito de Évora.
Figura marcante da cultura e da ciência portuguesas, Clara Pinto Correia destacou-se tanto na literatura como na divulgação científica e no ensino. Foi autora de vários livros e uma presença assídua no espaço público, conhecida pela sua inteligência, sentido crítico e humor.
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Como escritora, foi autora de uma vasta e diversificada
obra, que iniciou em 1983. O seu romance mais conhecido, Adeus, princesa,
publicado quando tinha apenas 25 anos, retrata “a alma da juventude do Alentejo
no final da tentativa de Reforma Agrária”. Ao longo da carreira, publicou cerca
de meia centena de títulos, abrangendo géneros como a ficção, a literatura
infantil, o ensaio, a biografia, as crónicas de opinião, a divulgação
científica e os estudos de história da ciência.
Formada em Biologia pela Universidade de Lisboa e doutorada
pela Universidade do Porto, Clara Pinto Correia dedicou-se ao estudo da vida
desde as suas origens, trilhando um percurso de investigação em Embriologia que
a levou do Instituto Gulbenkian de Ciência até laboratórios norte-americanos,
onde aprofundou a sua paixão pela ciência.
Em nota de pesar, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, expressou condolências à família e aos amigos da escritora.
“O Presidente da República apresenta à Família, amigos e admiradores de Clara Pinto Correia os seus afetuosos sentimentos, consternado pela sua partida prematura”, lê-se no site da Presidência.
O chefe de Estado sublinhou ainda o caráter marcante da autora: “Clara Pinto Correia juntava à alegria de viver uma inteligência e um brilho que se expressaram na intervenção oral e escrita, no magistério científico e na comunicação com os outros. Não deixou nunca ninguém indiferente. Daí o sentido de ausência por todos partilhado neste momento”, escreveu.
A escritora deixa uma vasta obra e um legado de entusiasmo pela vida, pela ciência e pela palavra.