Ouvir
  • Noticiário das 16h
  • 15 jan, 2026
A+ / A-

Justiça

Operação Influencer. PGR "insatisfeito" com divulgação de escutas de Costa

09 dez, 2025 - 17:38 • Lusa

"Não estou satisfeito com isso. Porquê? Porque faço um trabalho sério, não é um prémio carreira", queixou-se o procurador-geral Amadeu Guerra. O PGR lamentou ainda as críticas ao seu trabalho e ao Ministério Público.

A+ / A-

O procurador-geral (PGR) da República assegurou esta terça-feira, ao ser questionado sobre a Operação Influencer, que não tem agendas, reiterando que não ficou satisfeito com a divulgação do conteúdo de escutas envolvendo o ex-primeiro-ministro António Costa.

"Não fico satisfeito com situações dessas. Não tenho agendas, como às vezes se diz que o Ministério Público lança escutas ou lança provas... Eu não tenho agendas", afirmou Amadeu Guerra.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

Queixando-se de que as declarações que faz, incluindo através de comunicados, são "muitas vezes mal-interpretadas", o PGR lamentou que esteja "na ordem do dia criticar o procurador-geral e o Ministério Público".

"Não estou satisfeito com isso. Porquê? Porque faço um trabalho sério. Eu vim para procurador-geral porque achei que ainda podia prestar um bom serviço ao país, apenas por isso. Não é prémio carreira", sustentou.

A 3 de dezembro, a revista "Sábado" publicou uma notícia em que dá conta do resumo das transcrições de escutas que envolvem António Costa na Operação Influencer.

No mesmo dia, a Procuradoria-Geral da República esclareceu, em comunicado, que nem todos os inquéritos deste caso têm segredo de justiça interno, o que possibilitou o acesso dos arguidos aos autos "por diversas vezes", e anunciou que o Ministério Público iria fazer uma "participação criminal pelo conteúdo" então noticiado.

"Contrariamente ao que já ouvi dizer, não atiramos culpas para terceiros, não atiramos culpas para ninguém. Nós assumimos as nossas culpas", acrescentou esta terça-feira Amadeu Guerra, salientando que a participação criminal visa investigar "todas as pessoas e verificar se é possível" saber "quem é que forneceu as informações" ao jornalista que escreveu a notícia da "Sábado" com o resumo das escutas.

Já a 7 de novembro de 2023, foram detidas e posteriormente libertadas no âmbito da Operação Influencer cinco pessoas, incluindo o então chefe de gabinete de António Costa.

Em causa estão suspeitas de crime na construção de um centro de dados em Sines, distrito de Setúbal, na exploração de lítio em Montalegre e Boticas, ambas no distrito de Vila Real, e na produção de energia a partir de hidrogénio também em Sines.

O caso levou à queda do Governo de António Costa (PS), tendo o agora presidente do Conselho Europeu sido considerado suspeito, sem ser constituído arguido.

Ouvir
  • Noticiário das 16h
  • 15 jan, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+