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VI Cimeira Portugal - Moçambique

Pedro Duarte. A "lusofonia não pode ser um conceito adormecido"

09 dez, 2025 - 11:00 • Jaime Dantas

O autarca portuense aponta Portugal como parceiro estratégico "pela sua experiência e conhecimento de África, pelo seu estatuto de membro da União Europeia e ainda pelo seu dinamismo socioeconómico"

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O presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, apela esta terça-feira ao aprofundamento das relações da lusofonia, "sem saudosismos nem paternalismos".

Num discurso que marca a abertura da VI Cimeira Portugal - Moçambique, durante a cerimónia em que o autarca entregou as chaves da cidade invicta ao Presidente da República de Moçambique, Pedro Duarte apontou Portugal como parceiro estratégico "pela sua experiência e conhecimento de África, pelo seu estatuto de membro da União Europeia e ainda pelo seu dinamismo socioeconómico".

O antigo ministro dos Assuntos Parlamentares reforça que "o nosso país está numa situação privilegiada para ajudar a promover o desenvolvimento de Moçambique" também por "gozar de estabilidade política e ter um Governo animado por uma genuína vontade reformista".

"Estão reunidas as condições para dar um novo impulso às relações luso-moçambicanas", diz.

Pedro Duarte alega que estas relações estão aquém do seu potencial, sublinhando que "lusofonia não é, nem pode ser, um conceito adormecido". "As relações económicas com os países africanos devem basear-se em fatores críticos como o talento e a criatividade, o empreendedorismo e a inovação, as tecnologias digitais e a sustentabilidade ambiental", continua.

O estreitamento de relações entre os dois países seria vantajoso para os dois, acrescenta o autarca.

"Esta é, sem dúvida, uma relação win-win. Para Portugal, Moçambique é um mercado em crescimento, uma reserva de matérias-primas e uma sociedade jovem e dinâmica. Já para Moçambique, Portugal pode representar apoio e investimento para minorar carências estruturais, estimular o crescimento económico e promover a estabilidade, segurança e coesão do país.", descreve.

Daniel Chapo agradece hospitalidade a imigrantes Moçambicanos

Já o Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, aproveitou para agracecer o "acolhimento fraterno e pelo ambiente de respeito e convivência harmoniosa" que Portugal tem proporcionado aos Moçambicanos que escolhem viver no país.

"Estou convicto que estas chaves da cidade, que hoje tão gentilmente me são entregues, simbolizam também o reconhecimento e o apreço por todos os moçambicanos que aqui vivem ou visitam esta terra de oportunidades", disse, durante a cerimónia.

O Chefe de Estado elencou as prioridades do Estado moçambicano: "consolidação da paz e da estabilidade, o desenvolvimento econômico e social sustentável", elencou.

Para os atingir, "contam com o contributo de todos", garante Chapo, nomeadamente com Portugal. Fica lançada a ideia da cidade do Porto servir como modelo para a geminação de uma cidade em Moçambique, processo que o país tem levado a cabo nos últimos anos.

Temos em Moçambique várias cidades portuárias e, quiçá, universitárias, com algumas características similares a estas podem facilitar a germinagem", remata.

A seguir à cerimónia de abertura, decorre uma reunião, à porta fechada, entre o primeiro ministro português, Luís Montenegro e o Presidente da República de Moçambique. A VI Cimeira Portugal Moçambique decorre na Câmara Municipal do Porto e no Palácio da Bolsa, com o objetivo de aproximar os dois países de língua portuguesa.

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