09 dez, 2025 - 20:44 • Marisa Gonçalves e Ricardo Vieira
O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) recuou e não vai aderir à greve geral de quinta-feira, 11 de dezembro.
A decisão foi conhecida após uma reunião entre o sindicato dos trabalhadores do INEM e a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que teve lugar na sede da Direção Executiva do SNS, no Porto.
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Em declarações à Renascença, o presidente do STEPH, Rui Lázaro, explica que a reunião com a ministra resultou num "reforço do compromisso do memorando de entendimento que tínhamos assinado em agosto".
"Perante isto, entendemos estarem reunidas as condições para recuar-mos na nossa adesão à greve, sanado que está este motivo extraordinário que, além do pacote laboral, nos tinha levado a aderir. Ficam agora os técnicos de emergência hospitalar livres para decidir", afirma Rui Lázaro.
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Na semana passada, o STEPH tinha decidido aderir à greve geral, uma decisão tomada "por unanimidade" e que decorria, sobretudo, do rompimento do acordo assinado em agosto com o Governo e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Este acordo previa a aplicação de protocolos de atuação clínica que, segundo a estrutura sindical, "se traduziria em melhores cuidados para os cidadãos".
Os protocolos de atuação clínica, previstos desde 2016 e que tiveram parecer favorável da Ordem dos Médicos, incluem a aplicação de alguns fármacos em situações de risco de vida para os cidadãos.
Desde agosto foram concretizados os protocolos nas áreas da anafilaxia, convulsão, sepsis, ficando por aplicar os de resposta à dor e convulsões.
Sem que os técnicos de emergência pré-hospitalar possam aplicar estes protocolos, estas ações teriam de ser desenvolvidas apenas pelos médicos ou enfermeiros que estão nos meios de resposta (veículos) mais diferenciados.