Universidade de Coimbra lança duas obras sobre impacto do 25 de Abril em Angola
09 dez, 2025 - 10:49 • Lusa
Uma das publicações reúne trabalhos assinados por cartunistas como Cid, João Abel Manta, Sam, Vasco, Zepe e o francês Siné, que revelam o humor, a sátira e a crítica política que marcaram as primeiras reações gráficas à Revolução, aos seus protagonistas e às tensões que antecederam o Verão Quente de 1975.
A Imprensa da Universidade de Coimbra (UC) apresenta, na quarta-feira, na Biblioteca Geral, duas publicações sobre como o 25 de Abril de 1974 foi visto de Angola através da imprensa e do humor gráfico.
As publicações são coordenadas por Ana Margarida Dias da Silva, Jorge Varanda e Helena Freitas e "revelam memórias únicas da Revolução", 50 anos depois do 25 de Abril de 1974 e da independência de Angola, proclamada em 11 de novembro de 1975, segundo uma nota enviada à agência Lusa.
"Olhares do Sul - 50 anos do 25 de Abril de 1974 - 50 capas de jornais" reúne cinquenta capas de jornais angolanos, recolhidas pela Companhia de Diamantes de Angola (Diamang) entre abril de 1974 e abril de 1975.
"Este arquivo revela, em tempo real, como os acontecimentos em Portugal foram registados e interpretados pelas redações angolanas, oferecendo uma perspetiva rara sobre a transformação política e social da época", lê-se na mesma nota.
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A segunda publicação - "O 25 de Abril de 1974 na voz dos cartoons: Uma coleção da Companhia de Diamantes de Angola (Diamang)" - apresenta 121 cartoons, caricaturas, bandas desenhadas e desenhos, nacionais e internacionais, produzidos entre abril de 1974 e setembro de 1975.
Trata-se de trabalhos assinados por cartunistas como Cid, João Abel Manta, Sam, Vasco, Zepe e o francês Siné, que revelam o humor, a sátira e a crítica política que marcaram as primeiras reações gráficas à Revolução, aos seus protagonistas e às tensões que antecederam o Verão Quente de 1975.
Segundo a Imprensa da Universidade de Coimbra, as duas obras "oferecem uma visão complementar e única do 25 de Abril a partir do Sul, permitindo revisitar um arquivo histórico que ilumina o impacto da Revolução em Angola e os olhares críticos, satíricos e jornalísticos que ajudaram a moldar a memória desse período" .
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