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Segurança

Crime em Chinatown. Sete pessoas detidas e desfeita rede que terá acumulado mais de 140 milhões de euros

10 dez, 2025 - 15:54 • Cristina Nascimento Redação

Autoridades deram cumprimento a quase 70 mandados de busca. Operação decorreu na zona de armazéns da Varziela, em Vila do Conde, mais conhecida como Chinatown, mas também em Espinho, Paredes, Póvoa de Varzim, Porto, Valongo, Vila Franca de Xira e Vila Nova de Gaia.

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A Polícia Judiciária (PJ) lançou, na manhã desta quarta-feira, uma operação que visa desmantelar uma organização de branqueamento de capitais da evasão fiscal, que tem como epicentro a zona de armazéns da Varziela, em Vila do Conde, mais conhecida como "Chinatown".

A notícia foi avançada pelo “Jornal de Notícias” e confirmada à Renascença por fonte ligada à PJ que, no entanto, remeteu detalhes sobre a investigação para um comunicado.

A nota enviada às redações refere que foram feitas 67 buscas, na sequência das quais foram detidas sete pessoas e foram constituídos arguidos 45 pessoas singulares e coletivos. As buscas foram feitas não só em Vila do Conde, mas também em Espinho, Paredes, Póvoa de Varzim, Porto, Valongo, Vila Franca de Xira e Vila Nova de Gaia.

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Segundo a nota da PJ, em causa estarão dos crimes de associação criminosa, branqueamento, fraude fiscal e falsificação de documentos, praticados por uma organização de caráter transnacional, controlada por cidadãos nacionais e estrangeiros.

“No espaço de 24 meses, a investigação apurou a existência de depósitos em numerário no montante superior a 141 milhões de euros, num total movimentado, através das ‘conta veículo’ de 209 milhões de euros”, lê-se também.

A Judiciária adianta que a organização “utilizava o sistema bancário nacional para sustentar o processo de branqueamento, procedimento alicerçado na criação sucessiva de sociedades e contas bancárias tituladas pelas mesmas”.

A investigação que decorre há pelo menos 24 meses identificou depósitos em dinheiro superiores a 141 milhões de euros, num total movimentado que ascende a 209 milhões de euros.

"Os montantes provenientes de origem criminosa, depositados continuamente nas contas bancárias criadas para o efeito, eram depois transferidos para contas correspondentes domiciliadas em países europeus terceiros", adianta também a Judiciária.

Na operação desta quarta-feira estiveram envolvidos cerca de 170 elementos da Judiciária que contaram com a colaboração de operacionais da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica. As diligências foram acompanhadas por duas magistradas do Ministério Público.

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