10 dez, 2025 - 11:55 • Jaime Dantas
O primeiro-ministro Luís Montenegro garantiu, esta quarta-feira, que não será a greve geral a fazer o primeiro ministro "desistir de reformar o país".
Aos jornalistas em Baião, o chefe do Governo preferiu não comentar a sondagem da Aximage para o jornal "Diário de Notícias" que dá conta que a maioria dos portugueses concorda com paralisação acordada entre as duas maiores centrais sindicais, CGTP e UGT, que acontece esta quinta-feira, e que deve afetar os transportes, escolas e serviços públicos, entre outros.
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Montenegro reforça é seu objetivo como primeiro-ministro "deixar o país diferente do que encontrou" e pede bom senso aos trabalhadores de serviços essenciais "para que quem queira trabalhar possa trabalhar".
"Os direitos de uns não devem obstaculizar os direitos de outros", reafirmou.
Em Baião, o primeiro-ministro participou na cerimónia de entrega de mais 50 milhões de euros em material de combate a incêndios, um ato que Montenegro diz demonstrar o compromisso com o problema dos incêndios durante todo o ano.
"Só nos lembramos às vezes destes equipamentos naqueles dias em que estamos assolados pelos incêndios mais severos", disse Montenegro no Auditório do concelho, acrescentando que por vezes estes "não aparecem ou, às vezes, estão nos sítios onde não tem a utilidade que é necessária".
Por isso, aponta que é necessário "gerir os meios com estratégia e com uma gestão coordenada". "Estamos a fazer um investimento em equipamento para, depois, termos um sistema que funcione e que possa ser utilizado durante o ano para prevenir os incêndios, ordenar e gerir a floresta", sublinhou o primeiro ministro.
Para além dos investimentos, Luís Montenegro recordou a plateia repleta de bombeiros e guardas florestais que o governo "tem uma estratégia que vai para além dessas ações", dando o exemplo do Plano Floresta 2050 e, para a gestão da água, o programa "Água que nos une", que descreve como "um pilar do Portugal do futuro".
À margem da cerimónia, Montenegro reafirmou o objetivo de chegar a um salário mínimo nacional de 1.600 euros, considerando que esta perspetiva é realista e que será calendarizada "quando houver alicerces para isso".
"É mesmo realista, é mesmo realista, não tenha dúvidas nenhumas. Vamos calendarizá-lo, quando tivermos os alicerces para isso", afirmou o governante.
No passado fim de semana, o primeiro-ministro e presidente do PSD definiu como objetivos salariais para o país um salário mínimo na ordem dos "1.500 ou 1.600 euros" e o salário médio nos "2.500, 2.800 ou 3.000 euros".