11 dez, 2025 - 01:42 • Ricardo Vieira
Os secretários-gerais da UGT e da CGTP acreditam que a greve geral desta quinta-feira vai ser marcada por uma grande adesão dos trabalhadores, contra o pacote laboral que o Governo quer aprovar. “Estamos já a ter uma grande greve geral", afirmam.
Em declarações ao final da noite de quarta-feira, o líder da UGT, Mário Mourão, acredita que a paralisação será uma das maiores de sempre em Portugal.
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"Julgo que é das melhores greves que se fez em Portugal e a adesão vai ser importante, vai ser uma adesão grande", afirmou Mário Mourão no arranque do protesto.
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Em declarações aos jornalistas na Autoeuropa, em Palmela, Mário Mourão espera que a paralisação ultrapasse a adesão da última realizada em conjunto pelas duas centrais sindicais, em 2013.
“Os trabalhadores estão motivados para dar uma resposta firme e determinada a esta alteração ao Código do Trabalho. A Autoeuropa também vai ser um exemplo para o país. Os trabalhadores da Autoeuropa também vão ser significativamente afetados”, sublinhou o líder da UGT.
Mário Mourão afirma que a Autoeuropa “pode ser um barómetro para o sucesso desta paralisação”, mas também há outros setores que podem ajudar a medir o impacto do protesto.
“Há bocado estive de onde saem os camiões da higiene urbana e a adesão vai ser também muito importante e grande”, exemplificou.
O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, também se mostra otimista sobre uma grande adesão à greve geral desta quinta-feira e exige que o Governo retire o pacote laboral.
Em declarações aos jornalistas junto às instalações do Metropolitano de Lisboa, Tiago Oliveira afirmou: “Estamos já a ter uma grande greve geral, porque tem o simbolismo que tem e a necessidade que tem, que é obrigar o Governo a recuar e a retirar o pacote laboral”.
O primeiro-ministro não entende as razões do protesto, mas o líder da CGTP tem uma visão diferente: “Estes trabalhadores que estão aqui fazem a diferença todos os dias nas nossas vidas, são a realidade do país, vivem com baixos salários, desregulação dos horários de trabalho, precariedade crescente e que hoje estão a exercer um direito que o Governo quer fragilizar, que é o direito à greve”.
No arranque da greve geral, Tiago Oliveira quer passar uma mensagem a todos os trabalhadores: “que lutem, que se sintam à vontade e com determinação para lutar por uma vida melhor, que combatam este pacote laboral”.
O secretário-geral da CGTP considera que, com a atual proposta em cima da mesa, não há margem de manobra para negociar.
“O Governo tem que retirar o pacote laboral de cima da mesa. Os trabalhadores não estão numa situação em que vão abdicar de direitos para responder às mesmas políticas seguidas durante anos e que os conduz, sempre, para a degradação das suas condições de vida. Este pacote vem trazer uma maior degradação das condições de vida e de trabalho”, resume.