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GREVE GERAL

Sem direito à greve, polícias protestaram. "PSP apresenta deficiências gritantes"

11 dez, 2025 - 22:10 • João Maldonado

Uma centena de polícias protestaram em frente a São Bento. Residência oficial do primeiro-ministro foi palco de uma manifestação por parte de uma classe profissional sem direito à greve. Exigem a revisão da tabela remuneratória. “É importante dar passos e o que está a acontecer nas negociações em curso não está a responder a essa necessidade”.

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São 18h00 e os polícias, excluídos por lei do direito da greve, estão a uma curta distância de segundos a pé da residência oficial do primeiro-ministro – São Bento. São cerca de 100 e ali permanecerão menos de duas horas, a maior parte do tempo sem gritos ou cânticos ou apitos.

Ali estão, em conversas para o lado, para trás e para a frente, com cartazes e tarjas dos sindicatos a que estão filiados. Para um cego que ali passasse, poderia ser um dia normal a nível auditivo. Tão diferente do que escassos metros abaixo se ia passando na continuidade da rua, junto à escadaria do Parlamento. Mas isso é outra história.

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Nesta o foco ilumina os polícias, ali reunidos, que se juntaram para dizer que também contam nas alterações à lei do trabalho. “Palavra dada deve ser cumprida, isso não está a acontecer, a PSP apresenta um conjunto de deficiências gritantes estruturais, é importante dar passos e o que está a acontecer nas negociações em curso não está a responder a essa necessidade”, remata Paulo Santos, da ASPP, a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (a associação que convocou esta manifestação).

As declarações aos jornalistas foram proferidas depois de uma reunião que rondou os 50 minutos no interior do centro governativo oficial. Uma reunião com o chefe de gabinete do primeiro-ministro, a quem foram apresentados (ou reapresentados) os pontos que ainda distanciam sindicatos e Governo no longo calvário de melhoria das carreiras. Querem uma revisão do esquema remuneratório – e não se entendem com o executivo e com a Ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral.

Em representação da Associação dos Profissionais da Guarda esteve César Nogueira. Pela parte da GNR, não prometeu, nada se alterando, deixar de fora da equação novos protestos. “Não quer dizer que não vamos continuar a fazer protestos, porque vamos fazer, enquanto aquilo que para nós é considerado primordial, que é o estatuto remuneratório, não for discutido e não avançar já no próximo ano, porque é aquilo que estava prometido.”

“Por todos” lê-se na faixa principal apresentada na primeira fila do protesto. Uns passos ao lado está Bruno Pereira, líder do Sindicato dos Oficiais de Polícia. Desafiado pela Renascença a escolher o principal motivo que convoca estes profissionais, fala em traição quanto às condições laborais prometidas: “Insatisfação de vários polícias que basicamente decorre de se sentirem traídos por algo que ficou firmado com o Governo e que o Governo não soube respeitar, se o Governo achou que ia calar os polícias dando-lhes a atualização do suplemento de risco – só com isso – está bem enganado.”

Antes das 20h todos desmobilizam. Afinal, para as forças policiais, tal como esta quinta-feira, amanhã – sexta – é também dia de trabalho a que não podem faltar.

2025 “vs” 2013. Um comparador de greves gerais em imagens
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