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UGT não exclui nova greve geral e anuncia adesão a rondar os 80%

11 dez, 2025 - 10:26 • Eduardo Soares da Silva

Mário Mourão está disponível para voltar a reunir com o Governo e espera que a greve desta quinta-feira contribua "para que o ambiente negocial seja de parte a parte."

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Mário Mourão, secretário-geral da UGT, não afasta a possibilidade de uma nova greve geral e anuncia uma adesão acima dos 80% na paralização desta quinta-feira.

"Julgo que esta greve vai ter mais impacto do que em 2013, pelos dados que temos. As pessoas estão mais informadas sobre a situação e aderiram à greve. É um dia importante para dar uma resposta firme. Confirmo que, no global, a greve poderá andar acima dos 80%. É a expectativa que temos pelos indicadores que temos até agora", afirma Mourão, à "SIC".

É a 11.ª greve geral em 51 anos de democracia, a quinta a juntar CGTP e UGT, o que não acontecia desde 2013.

"A UGT disse ao primeiro-ministro que está disponível para sentar-se no dia 12 para negociar. Hoje não, porque estamos em greve, sabemos que o primeiro-ministro está a trabalhar", explica, embora confirme que ainda não há data para novo encontro para discutir o pacote laboral.

Mário Mourão lamenta que, "até agora, não tenha existido vontade negocial": "Temos de estar disponíveis a ceder, de parte a parte, sem colocar em causa os direitos dos trabalhadores."

A UGT não coloca de parte nova paralização porque "as greves nunca podem estar excluídas quando estamos à mesa de negociações. Esta greve vai contribuir para que o ambiente negocial seja de parte a parte."

O que está em causa nesta greve geral?

A paralização, marcada pela UGT e CGTP, é em protesto contra as alterações às leis laborais propostas pelo Governo. Os sindicatos consideram um "ataque sem precedentes" às condições de trabalho. São cerca de 100 as alterações apresentadas pelo Governo às leis do trabalho apresentadas em julho.

Entre as propostas está o alargamento dos contratos a prazo de seis meses para um ano de duração mínima. Assim como a justificação de contratos a prazo com o facto de o trabalhador contratado nunca ter tido um vínculo por tempo indeterminado.

Outra alteração polémica é a simplificação do despedimento por justa causa, acabando com a necessidade de provas e ouvir testemunhas. E o regresso do banco de horas individual, o que pode aumentar o horário de trabalho até duas horas por dia.

O Governo quer ainda acabar com as restrições ao "outsourcing" após os despedimentos, eliminar os três dias de falta por luto gestacional e acabar com o direito de recusa a trabalhar à noite ou ao fim de semana para pessoas com filhos menores de 12 anos.

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  • Carlos Jorge Mendes
    11 dez, 2025 Porto 16:34
    eu acho quê deviam deixar às leis como estão não despedir às pessoas por tudo e por nada os trabalhos serem mais seguros para às pessoas , às pessoas têm muitas responsabilidades encima das costas casas para pagar luz gaz carros para ir trabalhar e alimentação e muitas outras despesas enerentes ao dia a dia o governo deve de ajude seus cidadãos não prejudicar seus cidadãos.
  • É preciso
    11 dez, 2025 ir às compras 12:10
    Para o governo, isto é lucro: poupa milhões em salários dos funcionários públicos e os transtornos são da população, não do governo. As eleições estão longe, o OE está aprovado - e mesmo que não estivesse, o governo podia governar em duodécimos - o Presidente já não pode demitir o governo, e não há movimentação popular para moções de censura, até porque basta o Chega! abster-se e os votos só do PSD derrotam todos os outros. Façam nova greve quando quiserem, é preciso ir às compras.

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