12 dez, 2025 - 15:11 • Liliana Monteiro
Insatisfeita. Foi assim que a Associação de Profissionais da Guarda (APG) saiu de mais uma reunião negocial no Ministério da Administração Interna (MAI).
Motivos de saúde afastaram a ministra Maria Lúcia Amaral do encontro desta sexta-feira que acabou liderado pelo secretário de Estado Adjunto do MAI, Paulo Simões Ribeiro.
A APG explica que a revisão da tabela remuneratória voltou a ficar de fora dos assuntos abordados e, enquanto assim for, não se afasta dos protestos, como o de quinta-feira, em frente à residência oficial do primeiro-ministro.
"Enquanto não vier para cima da mesa o projeto do estatuto remuneratório, isso sim importante e mais abrangente, para colmatar prejuízos que os profissionais estão a ter e interfere com as avaliações — que é outra das portarias que tem de ser alterada — não conseguem progredir e estão a ter prejuízos que rondam cerca de 200 euros mês, a APG mantém ações de protesto até que isso aconteça", avisa o presidente César Nogueira.
Do encontro saiu um aumento de suplementos que varia entre os três e os 10 euros. "Há um incremento do suplemento de escala de 2,15% que poderá rondar entre os três e 10 euros, o que é insuficiente! Falámos da portaria do serviço remunerado em que também houve um aumento para as duas tabelas de 15%, mas continuamos a acreditar que é insuficiente”.
César Nogueira afirma que, na prática, são alterações residuais, e um “acerto em valores para ser mais justo e mais abrangente” para todos os profissionais da GNR.
O Governo ficou de enviar um documento final na próxima semana, “documento que não fará com que os protestos parem”, explica, sublinhando que “o estatuto remuneratório é primordial e, ao contrário do que o Governo diz, que as carreiras têm de ser revistas em conjunto, isso não tem de ser assim porque são diplomas diferentes”.
A APG tem já formas de luta definidas que promete anunciar em tempo oportuno.
No Ministério da Administração Interna entrou depois o Sindicato dos Profissionais de Policia (SPP) que marcaram também presença nesta nova ronda negocial.
De fora está a Associação Sindical dos Profissionais de Policia (ASPP), um dos maiores sindicatos da PSP, porque considera que a proposta apresentada não vai ao encontro daquilo que era esperado em relação às tabelas remuneratórias e ao compromisso assinado no ano passado entre governo e sindicatos.