13 dez, 2025 - 16:31 • Anabela Góis , Miguel Marques Ribeiro
A Liga dos Bombeiros Portugueses quer ser ouvida sobre a anunciada reforma do sistema pré hospitalar e rejeita a concretização de qualquer alteração sem ser consultada.
O tema foi discutido no Conselho Nacional da LBP que decorreu este sábado em Felgueiras.
De acordo com o relatório da Comissão Técnica Independente que está a estudar as alterações ao INEM, o transporte de doentes vai ser alargado aos privados. Um anúncio feito pelo presidente do instituto, Luís Cabral, ao jornal Público.
À Renascença, António Nunes diz que vai pedir de imediato uma reunião à ministra da saúde. “Não aceitamos que haja qualquer reforma do sistema de emergência pré-hospitalar sem que a Liga dos Bombeiros Portugueses seja ouvida em representação dos bombeiros de Portugal”.
Relatório final da Comissão Técnica Independente p(...)
O dirigente destaca a importância dos bombeiros no transporte de doentes. “Nós transportamos cerca de 1,2 milhões de utentes por ano para as urgências hospitalares. Isso corresponde a cerca de 90% das emergências pré-hospitalares”, contabiliza António Nunes.
A Liga voltou a reclamar também o pagamento imediato dos 30 milhões de euros que o INEM deve às corporações de bombeiros por transportes urgentes para os hospitais. António Nunes diz que é a primeira vez que acontece um atraso tão longo.
Na entrevista prestada ao jornal Publico, o presidente do INEM admitiu que quer pôr enfermeiros a atender as chamadas do 112 e entregar aos técnicos a gestão dos meios de emergência.
Os técnicos de emergência pré-hospitalar criticam também este modelo de triagem. O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pre-Hospitalar, Rui Lázaro, acusa Luis Cabral de estar a apostar num modelo mais caro, sem garantias de sucesso, e de ignorar os conselhos da comissão técnica independente.