15 dez, 2025 - 14:35 • Redação com Lusa
A Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL) suspendeu o contrato de trabalho do ex-adjunto do Ministério da Justiça, Paulo Abreu dos Santos.
Preso preventivamente por suspeita de abuso de menores, a faculdade anunciou esta segunda-feira que vai afastar o assistente convidado que lecionava atualmente na instituição.
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Esta decisão surge após a prisão preventiva aplicada ao adjunto da anterior ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, suspeito de alegados abusos sexuais de menores.
Segundo uma investigação da "CNN Portugal", Paulo Abreu dos Santos foi apanhado em flagrante durante uma busca à sua residência, onde foram encontrados os ficheiros que o incriminam por crimes sexuais envolvendo menores.
Em comunicado, a Faculdade de Direito afirmou que a situação "provocou profunda consternação na comunidade académica", motivando a decisão para suspender o assistente convidado da faculdade.
"A FDUL decidiu suspender o seu vínculo de emprego público (contrato de trabalho em funções públicas a termo) com a Faculdade", refere, em comunicado, a instituição.
Segundo a nota, assinada pelo diretor da FDUL, Eduardo Vera Cruz Pinto, Paulo Abreu dos Santos era atualmente assistente convidado na instituição de ensino e "as questões relativas à avaliação dos alunos das disciplinas" lecionadas pelo docente "estão a ser devidamente acauteladas no âmbito institucional".
A faculdade realça ainda que está a recolher "informações relevantes" e a colaborar com as autoridades, permanecendo atenta ao caso "para intervir se e quando for adequado".
De acordo com a nota curricular no Diário da República, Paulo Jorge Abreu dos Santos, de 38 anos, é licenciado em Direito e desenvolveu atividade profissional como advogado e parecerista, em particular nas áreas de contencioso societário e comercial, insolvência e arbitragem.