Ouvir
  • Noticiário das 20h
  • 14 mai, 2026
A+ / A-

Ensino Superior

Ação social. Apoio de 1.045 euros será pago durante todo o curso e não apenas no 1.º ano

16 dez, 2025 - 17:00 • Redação com Lusa

Tradicional bolsa de estudo mantém-se, mas regras serão adaptadas ao local onde se estuda. Valor máximo poderá passar os oito mil euros anuais.

A+ / A-

Não será apenas no primeiro ano, mas ao longo de todo o percurso no ensino superior que os alunos mais pobres vão receber um apoio extra de 1.045 euros. O anúncio foi feito esta terça-feira pelo ministro da Educação no Teatro Thalia, em Lisboa, durante a apresentação do novo modelo de ação social para o superior.

Assim, há algumas mudanças em relação à proposta de reforma da ação social apresentada aos parceiros em dezembro, quando estava previsto apenas a entrega de um apoio automático aos alunos na altura da matrícula.

Fernando Alexandre, que tem também a pasta do Ensino Superior, clarificou quais serão as novas regras: os estudantes do ensino secundário beneficiários do escalão A do abono de família, ou seja, oriundos de famílias com rendimentos mais baixos, vão passar a ter direito a um apoio anual de 1.045 euros

A ideia é ser uma "bolsa de incentivo" para que os mais desfavorecidos continuem a estudar e "não desistam para irem trabalhar mais cedo", disse Fernando Alexandre. "O contexto em que a pessoa nasce não deve determinar o que uma pessoa pode vir a fazer no futuro" e, por isso, a sua equipa desenhou um modelo que "promove a igualdade de oportunidades no acesso ao ensino superior".

O ministério estima gastar cerca de cinco milhões de euros com o apoio extra destinado a alunos de licenciaturas, mestrados integrados e TeSP durante os três anos do curso.

Tradicional bolsa de estudo mantém-se

Adicionalmente, estes estudantes podem candidatar-se à tradicional bolsa de estudo, cujas regras estão a ser alteradas por um modelo "mais justo porque diferencia de forma mais adequada a situação económica dos estudantes e o local onde estudam", defendeu a secretária de Estado do Ensino Superior, Cláudia Sarrico.

A tutela quer que a nova fórmula de cálculo da bolsa tenha em conta "o custo real" de estudar, que é diferente consoante o concelho onde o aluno estuda, mas também que tenha em conta o facto de estar ou não deslocado e o rendimento da família.

Bolsa máxima nos 8.177 euros anuais

Segundo Fernando Alexandre, haverá uma "diferenciação significativa entre os estudantes que são residentes na zona onde estudam daqueles que são deslocados" e a bolsa máxima deverá passar a ser de 8.177 euros anuais.

Esta bolsa passará a integrar todos os apoios que existiam, integrando as despesas com propina, alimentação, transporte e alojamento.

A tutela quer atribuir 3.117 euros a um aluno de licenciatura sem capacidade financeira que viva em Lisboa e 8.177 euros a um estudante em situação financeira semelhante, mas que tenha de pagar um quarto por estar deslocado a estudar em Lisboa, segundo os valores apresentados pela secretária de Estado.

Tendo sempre por base o mesmo rendimento familiar, Cláudia Sarrico mostrou outro exemplo entre um aluno deslocado em Lisboa e outro em Portalegre, em que este último receberá 4.977 euros, ou seja, quase menos três mil euros do que o que está a estudar na capital.

Fernando Alexandre explicou aos jornalistas que já estão calculados os valores máximos a atribuir — os cerca de 8 mil euros para alunos que vivem abaixo do limiar da pobreza e estão deslocados a estudar em Lisboa — mas os restantes valores estão dependentes do orçamento que o MECI venha a ter disponível.

Novas regras devem arrancar em 2026/27

A ideia é que as novas regras entrem em vigor no próximo ano letivo, tendo o ministro garantido que nenhum dos alunos que já está no ensino superior verá baixar o valor das bolsas já definidas.

Cláudia Sarrico sublinhou ainda que todas a alterações apresentadas mantêm as situações especiais legalmente previstas, como é o caso do aluno com incapacidade igual ou superior a 60%.

O novo regulamento das bolsas hoje apresentado ainda será discutido com os restantes partidos políticos e depois publicado em portaria.

Ouvir
  • Noticiário das 20h
  • 14 mai, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque