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Mulher de Embaló arguida no caso da mala com 5 milhões

16 dez, 2025 - 16:50 • Ricardo Vieira, com Lusa

Dinisia Reis Embaló, uma irmã e um alto quadro do protocolo da presidência são suspeitos dos crimes de contrabando e branqueamento de capitais.

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Por causa de uma mala com cinco milhões de euros apreendida no Aeroporto Militar de Figo Maduro, em Lisboa, a mulher do Presidente deposto da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, foi constituída arguida pelas autoridades portuguesas.

Dinisia Reis Embaló, uma irmã e um alto quadro do protocolo da presidência são suspeitos dos crimes de contrabando e branqueamento de capitais.

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Os arguidos ficam a aguardar o desenrolar do processo em liberdade, com a medida de coação de termo de identidade e residência.

A Polícia Judiciária (PJ) deteve no domingo, no Aeroporto Militar de Figo Maduro, em Lisboa, o chefe de protocolo de Sissoco Embaló por suspeita de contrabando e branqueamento de capitais, por transportar na bagagem cerca de cinco milhões de euros em numerário.

Tito Fernandes foi mais tarde libertado sem ser apresentado a tribunal e no avião, proveniente da Guiné-Bissau, seguia ainda Dinisia Reis Embaló.

Segundo fonte policial, o montante foi apreendido e a sua origem vai agora ser investigada pelas autoridades.

De acordo com uma nota emitida pela PJ no domingo, "o voo estava inicialmente classificado como sendo militar e, depois de Lisboa, seguiria para [o aeroporto de] Beja", no sul de Portugal, tendo-se posteriormente verificado que a sua natureza e destino final "eram distintos" dos que tinham sido indicados às autoridades aeronáuticas.

Fonte ligada à investigação especificou que o destino final seria o Dubai.

A ação policial, em conjunto com a Autoridade Tributária, aconteceu na sequência de uma denúncia anónima.

Um autodenominado "alto comando militar" tomou o poder na Guiné-Bissau em 26 de novembro, três dias depois das eleições gerais (presidenciais e legislativas) do país africano e um dia antes da data anunciada para a divulgação dos resultados.

A oposição e figuras internacionais têm afirmado que o golpe de Estado foi uma encenação orquestrada por Sissoco Embaló por alegadamente ter sido derrotado nas urnas, impedindo assim a divulgação de resultados e mandando prender de forma arbitrária diversas figuras que apoiavam o candidato que reclama vitória, Fernando Dias.

Entre os detidos, está Domingos Simões Pereira, presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), enquanto Fernando Dias está refugiado na embaixada da Nigéria em Bissau.

Depois de destituído, Sissoco Embaló saiu de Bissau, em 28 de novembro, para Dacar, no Senegal, e dias depois, deixou este país e foi para Brazaville, no Congo.

Em 4 de dezembro, circulava nas redes sociais a informação de que viajara, na véspera, para Marrocos.

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