Saúde mental
Associação alerta para sinais de alarme e prevenção para o suicídio jovem
18 dez, 2025 - 18:23 • Lusa
"Suicídio é a segunda causa de morte entre os 15 e os 34 anos", anunciou uma associação esta quinta-feira. "Problemas familiares, fins de relações ou de namoro e o 'bullying'" são os principais assuntos que incentivam suicídio nesta faixa etária.
Uma associação com sede no distrito de Lisboa vai realizar sessões de esclarecimento pelo país sobre sinais de alerta entre os jovens com ideação suicida e prevenções possíveis, disse esta quinta-feira à agência Lusa uma responsável.
"Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o suicídio é a segunda causa de morte entre os 15 e os 34 anos, portanto é gravíssimo e não é um problema que acontece só em determinadas zonas, é transversal a todo o país e diria até em todo o mundo", indicou Cláudia Muller.
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Tendo em conta os dados e "a necessidade de ação, porque o suicídio é um tabu, mas só até bater à porta", a Associação Juvenil Suicídio STOP, que nasceu em agosto deste ano e é presidida por a psicóloga Margarida Sala, realizará sessões pelo país, disse.
Se precisa de ajuda ou tem dúvidas sobre questões de saúde mental, contacte um médico especialista, ou um dos vários serviços e linhas de apoio gratuitas, como o SNS 24 (808 24 24 24), o SOS Voz Amiga (800 209 899/213 544 545), o SOS Criança (116 111), a Linha Jovem (800 208 020) ou o SOS Adolescente (800 202 484).
Para esta responsável, entre os sinais de alerta estão "pequenas alterações de comportamento, o uso de expressões de desvalorização, o dizer no aniversário que para o ano pode já não estar e, tudo isto, enquanto sorri e tira boas notas".
No que toca à prevenção "há muito a fazer", mas Cláudia Muller destacou a "necessidade de tratar bem o corpo para ter uma mente sã" e, fazendo a analogia com os veículos, esta advogada defendeu que "é preciso cuidar e fazer uma boa manutenção para garantir um bom funcionamento".
Ou seja, "se o veículo não for cuidado nem tiver manutenção apodrece mais depressa, de forma visível ou não, e se se envolver num pequeno acidente, ficará destruído, enquanto um bem cuidado, com manutenção, no mesmo acidente terá uns arranhões".
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Isto, porque, entre as várias causas que levam os jovens ao suicídio "há as mais recorrentes como problemas familiares, fins de relações ou de namoro e o 'bullying'" e "se o cérebro não está preparado para o embate emocional aparece a ideação suicida".
"Quero com isto dizer que temos de nos alimentar bem e dormir bem. Se os jovens comerem só hambúrgueres e pizzas têm de tomar suplementos com os nutrientes necessários para o cérebro", destacou.
Tal como o descanso, "se não dormem, principalmente por passarem as noites nas redes sociais, o cérebro não funciona e um cérebro bem cuidado e alimentado é mais resistente às 'pancadas' emocionais".
No seu entender, estas são "algumas causas que podem ser prevenidas, porque basta começar a tratar melhor o corpo", depois "é preciso acompanhar os jovens e perceber o seu contexto e história" familiar e social.
Por isso, acrescentou, a associação tem uma "rede clínica e não clínica" porque acreditam que "para se resolverem as questões desta temática são precisas quatro dimensões, às vezes, a trabalharem em simultâneo, outras não".
E tem ainda padrinhos que acompanham jovens que chegam ao contacto com a Suicídio STOP pelas redes sociais, esses locais "onde os pais, muitas vezes não estão e por isso vivem na ignorância da vida dos filhos".
"E é nas redes sociais, como o Tik-tok e no chat GPT que os jovens contam a vida toda e que falam sobre o suicídio porque na família e na escola é tabu e desta forma procuram respostas onde não deviam, que é na internet", indicou.
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