23 dez, 2025 - 09:47 • André Rodrigues , João Malheiro
João Duque não acredita que usar imóveis privados como solução para pessoas em situação de sem-abrigo seja uma resposta viável.
Portugal continua a ser um dos países com um peso grande das casas vazias sobre o parque habitacional, com os senhorios portugueses a terem mais de 375 mil casas vagas. O comentador da Renascença não acredita que, apesar disto, estes imóveis possam ser destinadas a pessoas em situação de sem-abrigo.
O economista prevê que "exista habitação social", preparada por associações e autarquias, para apresentar soluções a este problema social.
"Não estou a ver com facilidade que, mesmo com garantia de renda - e sabemos que pessoas em situação sem-abrigo não têm rendimento para pagar - que os senhorios privados arrendem com facilidade", sublinha.
João Duque realça, igualmente, que as pessoas em situação sem-abrigo terão de ter direito a um apoio social, que não deverá ser elevado, o que vai limitar o tipo de habitação que poderão auferir.
"Para acolher estas pessoas numa situação digna, tem de ser construção ou reabilitação de entidades públicas. Não estou a ver entidades privadas colocarem com facilidade imóveis com rendas acessíveis, mesmo com um apoio ou uma garantia de pagamento", reitera.
"É possível que algum deste parque deteriorado possa ser recuperado, reaproveitado e reutilizado por entidades públicas, com contratos de arrendamento de longo-prazo", acrescenta.
Henrique Joaquim
Coordenador da Estratégia Nacional para a Integraç(...)