Dez Conselhos de Administração de hospitais do SNS terminam hoje mandato
31 dez, 2025 - 17:52 • Lusa
Mandatos de dez conselhos de administração de Unidades Locais de Saúde terminam esta quarta-feira. Governo prepara substituições, incluindo na ULS de São José, em Lisboa.
Dez conselhos de administração de Unidades Locais de Saúde (ULS) terminam hoje os respetivos mandatos, entre os quais o da ULS de São José, em Lisboa, indicou à Lusa a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
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Numa resposta enviada à Lusa, a direção executiva do SNS refere que os mandatos terminam hoje nas ULS do Nordeste (Bragança), Trás-os-Montes e Alto Douro (Vila Real), S. João e Sto. António (Porto), Matosinhos, Coimbra, Médio Tejo (Abrantes), S. José (Lisboa), Litoral Alentejano (Santiago do Cacém) e Baixo Alentejo (Beja).
A direção executiva apenas confirma que os membros do conselho de administração da ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro foram designados no Conselho de Ministros de 11 de dezembro, não comentando "nomeações que ainda não aconteceram".
Segundo o jornal Observador, o Governo vai afastar a administração da ULS de São José e escolher um militante do PSD para o cargo. O mesmo deverá acontecer com a administração da ULS de Coimbra, adianta a mesma publicação.
Numa mensagem enviada aos funcionários da ULS São José, citada por vários órgãos de comunicação social, Rosa Valente Matos, atual administradora, confirmou a saída: "Aproximando-se o termo do nosso mandato, reunimos recentemente com a senhora ministra da Saúde, tendo sido informados que este órgão colegial não continuará em funções".
"Encerramos este ciclo com um claro sentido de dever cumprido por todas estas conquistas, mas também com um orgulho imenso por fazermos para sempre parte da história de uma instituição que faz a diferença na vida de milhares de pessoas todos os dias", acrescentou a responsável, que deixa a liderança da ULS de Lisboa depois de seis anos no cargo.
Em declarações ao Observador, Rosa Valente de Matos, militante socialista e membro do Secretariado Nacional do PS, afirmou que não foi dada qualquer justificação, tendo sido "uma vontade do Governo e da direção executiva do SNS".
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