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Marinha portuguesa acompanhou 69 navios russos e monitorizou 373 da “frota fantasma” em 2025

02 jan, 2026 - 18:50 • Fábio Monteiro

Em 2025, a Marinha portuguesa acompanhou 69 navios da Federação Russa e realizou 373 ações de monitorização à chamada “frota fantasma”. Estas operações visaram reforçar a segurança marítima e o cumprimento de sanções internacionais.

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A Marinha acompanhou, em 2025, 69 navios da Federação Russa e efetuou 373 ações de monitorização a navios da chamada “frota fantasma”, durante a sua passagem pelas águas sob soberania ou jurisdição nacional.

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Os “69 navios da Federação Russa (31 navios militares, três navios científicos e 35 navios de apoio logístico) foram acompanhados durante 58 missões, que tiveram uma duração total de 606 horas (o equivalente a cerca de 25 dias seguidos)”, indica a Marinha em comunicado.

Estas missões envolveram “2900 militares (considerando o somatório dos militares empenhados em cada missão)” e abrangeram mais de “6815 milhas náuticas (mais de 12 600 km)”.

Desde 2022, ano em que se iniciou o conflito na Ucrânia, a Marinha “realizou 191 missões deste tipo, acompanhando a passagem de 212 navios da Federação Russa (militares, científicos e de apoio logístico)”.

O comunicado destaca ainda o acompanhamento de navios da chamada “frota fantasma”, que, “frequentemente com bandeiras de conveniência e propriedade opaca, permitem à Federação Russa exportar petróleo acima dos tetos estabelecidos pelos países do G7 e seus parceiros (para além de outras matérias-primas, também sujeitas a sanção), contribuindo para o esforço de guerra russo na Ucrânia”.

Com efeito, em 2025, “foram efetuadas 373 ações de monitorização a navios desta ‘frota fantasma’, que navegaram em águas sob soberania ou jurisdição nacional”.

Segundo a Marinha, “através destas ações de monitorização e vigilância, a Marinha garante a defesa e segurança do mar português, contribui para a proteção das infraestruturas submarinas críticas nos seus espaços marítimos, apoia a proteção ambiental, nomeadamente na sua Zona Económica Exclusiva, e, simultaneamente, assegura o cumprimento dos compromissos assumidos por Portugal no quadro da Aliança Atlântica, 24 horas por dia, nos 365 dias do ano”.

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