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Operação Marquês

Julgamento da Operação Marquês adiado de novo. Nova sessão marcada para 13 de janeiro

06 jan, 2026 - 10:00 • João Malheiro , Liliana Monteiro

Segunda oficiosa disse ser impossível representar um arguido que não estava na sala de audiência. Juíza deu cinco dias úteis para Ana Velho estudar o processo.

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[Atualizado às 10h55]

A retoma do julgamento da Operação Marquês foi adiada para a próxima terça-feira, dia 13 de janeiro, depois de a segunda advogada oficiosa atribuída a José Sócrates ter manifestado que não queria defender o antigo primeiro-ministro.

Ana Velho disse ser impossível representar alguém que nem estava na sala. José Sócrates não compareceu em tribunal, no Campus de Justiça, no dia em que, depois de dois meses de paragem, estava agendado o reinicio do julgamento da Operação Marquês. A advogada alegou ainda a complexidade do processo, explicando que não conseguia consultar por breves horas para ficar a conhecê-lo e poder fazer uma defesa. "Não é por falta de vontade", disse Ana Velho à Juiza Susana Seca.

A magistrada disse que ia cumprir a lei e deu à advogada cinco dias úteis para tomar conhecimento do processo sublinhando que só após esse prazo Ana Velho poderia dizer se aceitava, ou não, o patrocínio oficioso.

Anteriormente, Inês Louro, a primeira advogada oficiosa que foi sorteada para defender o antigo primeiro-ministro, não aceitou fazê-lo, alegando objeção de consciência por pertencer ao Chega que já muito falou e tomou posição sobre este processo e arguido.

O partido de André Ventura é dos mais críticos ao ex-secretário-geral do Partido Socialista, retratando inclusive Sócrates de forma negativa em cartazes. Por esta razão, a advogada Inês Louro pediu escusa do processo.

"Não seria minimamente ético quando se toma certas posições públicas defender o contrário", disse aos jornalistas.

Depois de quase dois meses de interrupção, a sessão desta terça-feira tinha início marcado para as 09h30, no Campus de Justiça, mas, mais de uma hora depois, acabou por ser adiada para a próxima semana.

Os trabalhos do julgamento da Operação Marquês ficaram suspensos em novembro passado após o advogado Pedro Delille ter abandonado o caso.

José Sócrates não se fez representar, depois de o seu novo advogado José Preto ter comunicado ao tribunal que está internado devido a um problema de saúde.

Ao que a Renascença apurou junto de fonte judicial, José Preto enviou no passado sábado um requerimento onde informa que está hospitalizado desde o passado dia 27 de dezembro por causa de uma questão respiratória.

Não terá anexado um comprovativo da situação clinica e informa que não tem previsão de alta. Para além disso, refere que, quando tal acontecer, não terá condição imediata para desempenhar funções de defesa de José Socrates.

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