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Saúde

IGAS abriu inquérito ao caso do homem que morreu à espera do INEM no Seixal

07 jan, 2026 - 15:15 • Anabela Góis , Jaime Dantas

Ministério da Saúde, contactado pela Renascença, diz que a ministra Ana Paula Martins não irá fazer, para já, qualquer comentário sobre este caso.

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A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu um inquérito ao caso do homem, de 78 anos, que morreu no Seixal depois de ter esperado três horas por socorro do INEM.

Já o Ministério da Saúde, contactado pela Renascença, diz que a ministra Ana Paula Martins não irá fazer, para já, qualquer comentário sobre este caso. Resposta idêntica foi dada pelo diretor executivo do SNS, Álvaro Santos Almeida.

Em resposta à Renascença, a IGAS explicou que o inquérito irá investigar a qualidade do serviço na perspetiva da prontidão.

"Foi aberto um processo de inquérito, por despacho do Inspetor-geral de 7 de janeiro de 2026, para investigar os factos relativos à ocorrência da morte de um utente no concelho do Seixal" enquanto esperava socorro . O processo, acrescenta o IGAS, "tem como objeto a qualidade dos serviços prestados ao utente na perspetiva da prontidão".

Na terça-feira, um homem de 78 anos morreu depois de ter estado cerca de três horas à espera de socorro do INEM, apesar de ter sido classificado como prioridade 3 (resposta em 60 minutos). Segundo a fita do tempo do caso, a que a Renascença teve acesso, a chamada foi recebida pelas 11h23 e só às 12h48 foi registado que a Cruz Vermelha do Seixal não tinha ambulância e que as ambulâncias de Almada e Seixal estavam ocupadas. A viatura médica só foi enviada pelas 14h09.

Homem morre após três horas à espera do INEM. O que sabemos?
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Esta quarta-feira, o presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, garante que o instituto “fez o seu trabalho” e que a falta de resposta ficou a dever-se a “falta de meios”.

"A resposta do INEM foi dada dentro daquilo que era o prazo que nós tínhamos expectável de 60 minutos, ou seja, ao fim de 15 minutos, fizemos a nossa primeira tentativa de ativação de meios. Infelizmente, e como tem sido notícia em todos os órgãos de comunicação social do país, há uma limitação muito significativa de ambulâncias, principalmente na margem sul, por via da retenção dessas ambulâncias nas unidades de saúde", disse Luís Mendes Cabral, em conferência de imprensa.

Cabral acrescentou que a falta de meios foi reportada pelos Bombeiros do Seixal e, depois, o INEM tentou "a ativação de diferentes meios da margem Sul para dar essa resposta que, infelizmente não foi possível".


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