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Sesimbra

Mulher morre na Quinta do Conde depois de esperar mais de 40 minutos por socorro

08 jan, 2026 - 11:22 • André Rodrigues

Idosa de 60 anos foi assistida pelos Bombeiros de Carcavelos, a 35 quilómetros, por alegada indisponibilidade de ambulância mais perto da ocorrência. É o segundo caso conhecido de alegado atraso no socorro de emergência, após o caso do idoso de 78 anos que na terça-feira morreu no Seixal, depois de esperar três horas por uma ambulância.

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Comandante dos Bombeiros de Carcavelos, João Franco

Uma mulher na casa dos 60 anos morreu esta quarta-feira, na Quinta do Conde, no concelho de Sesimbra, em mais um alegado caso de demora no socorro de emergência.

A assistência foi prestada pelos Bombeiros Voluntários de Carcavelos, no concelho de Cascais, a 35 quilómetros da ocorrência.

O caso foi inicialmente revelado pela corporação através das redes sociais.

“A chamada que chega ao Corpo de Bombeiros de Carcavelos dá conta de uma possível dispneia, com uma vítima já sinusada. Nós saímos, demorámos cerca de 44 minutos a chegar ao local da vítima. Já sabíamos de antemão que, quando há uma dispneia com este quadro, que eventualmente quando lá chegássemos a vítima ia estar numa situação mais grave, foi o que aconteceu”, conta à Renascença o comandante da corporação.

João Franco esclarece que “foram prestados os cuidados possíveis, mas não foram suficientes para manter a senhora viva” e acrescenta que “se existisse um meio de socorro ou alguém com capacidades para fazer suporte de vida mais precocemente, a probabilidade de sobrevivência era maior do que o que realmente aconteceu”.

Segunda vez no espaço de uma semana

Nestas declarações à Renascença, o comandante dos Bombeiros de Carcavelos confirma ainda que tem sido mais frequente o socorro por parte desta corporação na região da Península de Setúbal.

“Com o corpo de bombeiros de Carcavelos, creio que o caso de ontem tenha sido a segunda vez na última semana que fomos acionados para a Margem Sul”, refere João Franco, que atribui a situação aos “picos de números de chamadas de emergência para o CODU, ou, como acontece agora, na questão do pico da gripe, em que há mais afluências aos hospitais, é normal os corpos de bombeiros do distrito de Lisboa – neste caso do concelho de Cascais – irem socorrer à Margem Sul”.

Questionado sobre os possíveis motivos, o comandante dos Bombeiros de Carcavelos evita comentar a realidade concreta deste caso de Sesimbra, mas reconhece que, “quando há uma grande afluência de doentes às unidades hospitalares, é frequente haver macas retidas nos hospitais”, o que impede as ambulâncias de responder a todas as situações de socorro em emergência.

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  • Domingos Costa
    08 jan, 2026 Infesta 13:46
    Parece que se pretende uma ambulância a porta de cada português. Somos um povo do país das maravilhas!

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