08 jan, 2026 - 11:22 • André Rodrigues
Uma mulher na casa dos 60 anos morreu esta quarta-feira, na Quinta do Conde, no concelho de Sesimbra, em mais um alegado caso de demora no socorro de emergência.
A assistência foi prestada pelos Bombeiros Voluntários de Carcavelos, no concelho de Cascais, a 35 quilómetros da ocorrência.
O caso foi inicialmente revelado pela corporação através das redes sociais.
“A chamada que chega ao Corpo de Bombeiros de Carcavelos dá conta de uma possível dispneia, com uma vítima já sinusada. Nós saímos, demorámos cerca de 44 minutos a chegar ao local da vítima. Já sabíamos de antemão que, quando há uma dispneia com este quadro, que eventualmente quando lá chegássemos a vítima ia estar numa situação mais grave, foi o que aconteceu”, conta à Renascença o comandante da corporação.
João Franco esclarece que “foram prestados os cuidados possíveis, mas não foram suficientes para manter a senhora viva” e acrescenta que “se existisse um meio de socorro ou alguém com capacidades para fazer suporte de vida mais precocemente, a probabilidade de sobrevivência era maior do que o que realmente aconteceu”.
Saúde
Ministério da Saúde, contactado pela Renascença, d(...)
Nestas declarações à Renascença, o comandante dos Bombeiros de Carcavelos confirma ainda que tem sido mais frequente o socorro por parte desta corporação na região da Península de Setúbal.
“Com o corpo de bombeiros de Carcavelos, creio que o caso de ontem tenha sido a segunda vez na última semana que fomos acionados para a Margem Sul”, refere João Franco, que atribui a situação aos “picos de números de chamadas de emergência para o CODU, ou, como acontece agora, na questão do pico da gripe, em que há mais afluências aos hospitais, é normal os corpos de bombeiros do distrito de Lisboa – neste caso do concelho de Cascais – irem socorrer à Margem Sul”.
Questionado sobre os possíveis motivos, o comandante dos Bombeiros de Carcavelos evita comentar a realidade concreta deste caso de Sesimbra, mas reconhece que, “quando há uma grande afluência de doentes às unidades hospitalares, é frequente haver macas retidas nos hospitais”, o que impede as ambulâncias de responder a todas as situações de socorro em emergência.