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Falta de macas nos hospitais não justifica elevados tempos de espera, garante associação

10 jan, 2026 - 15:28 • Lusa

A Associação de Proteção Civil APROSOC atribui demora do socorro à insuficiência de recursos humanos e equipamentos.

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A Associação de Proteção Civil APROSOC considerou hoje que a falta de macas nos hospitais não justifica os elevados tempos de espera no socorro a emergências, que atribuiu à insuficiência de recursos humanos e equipamentos de diagnóstico.

"Na realidade o que falta são médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica, e técnicos auxiliares de saúde, a par da falta de espaço e equipamentos de diagnóstico que evitem, por exemplo, filas com macas ocupadas para fazer um raio X, ou horas de espera pelo resultado de análises", considerou, num comunicado, a associação. .

A associação sublinhou que a procura do Serviço Nacional de Saúde (SNS) cresceu devido ao aumento da população, "mas a capacidade de resposta das unidades hospitalares em termos de espaço, equipamentos e recursos humanos não acompanhou esse aumento, nem para a resposta quotidiana, nem para os picos tendencialmente expectáveis de afluência". .

"Aumentar o número de ambulâncias para fazer face às ambulâncias inoperacionais por maca retida na unidade hospitalar é colocar um penso rápido num doente que necessita de uma cirurgia complexa, ou se preferirmos, olharmos apenas para o negócio do transporte de doentes e não para as necessidades dos utentes do SNS", realçou João Paulo Saraiva, presidente da APROSOC.

Durante esta semana, pelo menos três pessoas morreram depois de terem ligado para o INEM a pedir socorro e os meios não terem chegado a tempo.

O INEM, que abriu uma auditoria sobre um dos casos, rejeitou responsabilidades e apontou a falta de meios e a retenção de macas nos hospitais.

O Governo aprovou a aquisição de 275 novas viaturas para o INEM, num investimento de 16,8 milhões de euros, anunciou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, que lamentou as mortes de pessoas que não obtiveram socorro atempado.

Pelo seu lado, a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) alertou que o sistema de emergência pré-hospitalar é prejudicado pelo funcionamento das urgências hospitalares, defendendo uma solução conjunta para agilizar o socorro e libertar ambulâncias e macas.

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