13 jan, 2026 - 19:20 • Catarina Magalhães, com José Pedro Frazão
O Governo anunciou esta terça-feira que está a negociar com os retalhistas a disponibilização de sacos alternativos para substituir os sacos de plástico leves nas superfícies comerciais.
Desde os minimercados aos hipermercados, estava previsto, em 2024, um imposto de quatro cêntimos para estes sacos, utilizados para pão, fruta ou legumes, mas nunca entrou em vigor.
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A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, apresentou esta terça-feira 10 novas medidas ambientais para o país.
Da lista divulgada, Graça Carvalho quer acabar com os sacos de plástico leves e já afirmou que os novos substitutos vão ser, pelo menos "no início", gratuitos.
Ainda em negociações com as empresas, a ministra do Ambiente disse que estão a "definir a data para que isso comece rapidamente" e deixa no ar qual será o material utilizado para os próximos.
"Não queremos ter mais taxas e propusemos às organizações de retalho substituir os sacos de plástico leves por sacos de outros materiais", revelou.
Explicador Renascença
O modelo é inspirado no antigo modelo das garrafas(...)
Maria da Graça Carvalho disse ainda que vai ser lançado um sistema de "depósito" e reembolso das embalagens de plástico ou lata, a partir do dia 10 de abril.
O consumidor pode reaver 10 cêntimos por cada embalagem depositada, exceto de vidro, que será devidamente reciclada.
"São materiais que vão ser reciclados nas 2.500 máquinas espalhadas por todo o país e nos oito mil pontos de recolha manual", esclareceu.
Para além desta medida, o Governo vai ainda lançar um novo concurso de apoio à compra de veículos elétricos, com novos cheques de quatro a cinco mil euros, e espera "um ano decisivo" para desenvolver uma estratégia nacional sobre o lítio.
Segundo a ministra, estão também previstos mais vales de eficiência energética do programa E-LAR, a descida dos preços da eletricidade até ao final da década e a fusão da Galp com a empresa espanhola MOEVE.
Contam-se ainda uma nova vaga de fiscalizações do acesso às praias em Grândola, Algarve e na zona Centro, bem como obras costeiras até ao verão para "proteger a nossa costa que é algo tão bonito que temos".