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Justiça

Operação Marquês. Sócrates fica sem advogado outra vez

13 jan, 2026 - 13:46 • Liliana Monteiro , João Malheiro

José Sócrates pede ao tribunal 20 dias para escolher nova representação.

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Passavam 6 minutos das 13h quando o requerimento deu entrada. O advogado José Preto, num ato de urgência, informou da renúncia à defesa do antigo primeiro-ministro, José Sócrates. E chegou mesmo a alegar que o coletivo não quis suspender o processo por 15 dias e agora terá de o fazer por 25 dias. O advogado contestou ainda o facto de o tribunal não ter esperado que recuperasse para retomar as audiências.

Ao que a Renascença apurou, José Preto — que esteve 12 dias internado num hospital público em Lisboa depois de uma pneumonia —, apresentou agora um atestado passado por um medico privado onde se lê que o advogado não está em condições de responder às exigências profissionais estando de baixa para normalizar o quadro clínico.

A informação foi inicialmente avançada pela CNN Portugal e, entretanto, confirmada pela Renascença.

Assim, José Sócrates voltou a ficar sem advogado, depois de José Preto ter pedido renúncia esta terça-feira. No entretanto, continuará a ser representado pela advogada oficiosa indicada pelo tribunal, mesmo depois de ter recusado esta representação.

Sócrates pediu 20 dias ao tribunal — previstos na lei — para escolher um novo defensor no âmbito da Operação Marquês. No entanto, já depois deste pedido, a sessão foi retomada sem que o coletivo se tenha manifestado sobre o requerimento.

Em declarações à Renascença, o bastonário da Ordem dos Advogados, João Massano, diz que este é um processo que se tem revelado “muito criativo”.

[Notícia atualizada às 14h27 com mais pormenores]

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