Ouvir
  • Noticiário das 2h
  • 10 fev, 2026
A+ / A-

Cibersegurança

Controlo parental: Google muda regras do "Family Link"

15 jan, 2026 - 02:37 • Catarina Magalhães

Com a nova atualização da aplicação "Family Link", da Google, passa a estar nas mãos dos pais decidir se o menor pode navegar sozinho na internet a partir dos 13 anos. Limitando o tempo ou bloqueando o acesso a sites e aplicações, a nova medida vai arrancar esta semana em todo o mundo.

A+ / A-

A Google atualizou a política de controlo parental da aplicação "Family Link". A partir de agora, os menores só podem desativar a supervisão da sua atividade na internet com a aprovação dos pais ou encarregados de educação.

Lançada em março de 2017, esta plataforma permite que os tutores associem a sua conta Google à dos mais pequenos. O objetivo é poder ajudar os mais novos a criar "hábitos digitais saudáveis e positivos" na internet, lê-se no boletim informativo.

A nova medida da gigante tecnológica vai arrancar ainda esta semana em todo o mundo.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

Criada para supervisionar as pesquisas das crianças até aos 13 anos, a aplicação permite "compreender como a criança passa o tempo no dispositivo, partilhar a localização e gerir definições de privacidade" na sua conta Google.

Os tutores podem, por exemplo, definir o tempo que a criança passa à frente de um telemóvel ou tablet, bloquear aplicações ou sites impróprios, filtrar conteúdos e gerir o tempo que passa em cada aplicação.

Esta atualização surge depois de pais e defensores dos direitos das crianças reclamarem que, no 13.º aniversário, a criança já tinha, de um dia para o outro, autonomia para desligar todas as configurações de segurança definidas.

Assim, a nova regra vai permitir controlar diretamente as "apps" do universo Google, como, por exemplo, o YouTube.

Quando a criança for maior de 13 anos, está nas mãos do responsáveis decidir se já é altura do menor tomar conta da sua conta Google sozinho e navegar sem vigilância na internet.

"As proteções permanecem em vigor até que tanto os pais quanto os adolescentes se sintam preparados para o próximo passo", afirma a diretora de privacidade, segurança e proteção global da Google, Kate Charlet.

Fim do "scroll" infinito para os mais pequenos?

Apesar de ser uma criação millennial, o YouTube é a segunda rede social mais popular do mundo e continua a ser um lugar de criação e divulgação de podcasts, estudos, entretenimento e o conteúdo infantil.

A partir de agora, com a alteração de regras, os tutores vão também poder encurtar o tempo de "scroll" nos vídeos curtos desta plataforma, os "Shorts".

Segundo o comunicado publicado, "os pais podem agora ajudar os adolescentes a serem ainda mais intencionais na forma como assistem conteúdos online e, em breve, os pais vão poder ver a opção de definir o temporizador para zero".

Os tutores podem ainda criar diferentes modos de utilização do YouTube consoante a rotina ou atividade do dia. Ou seja, definir os tempos consoante seja tempo para dormir, fazer uma pausa ou estudar, por exemplo.

"Os pais vão poder criar uma nova conta infantil e alternar facilmente durante o dia para garantir uma experiência de visualização adequada e apropriada à idade da criança", afirma o YouTube, acrescentando que estão "empenhados em crescer lado a lado com as famílias que escolhem ver YouTube".

Ouvir
  • Noticiário das 2h
  • 10 fev, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+