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Tensão na Gronelândia

Portugal defende "resposta unida e bastante forte" a ameaças dos EUA ligadas à Gronelândia

19 jan, 2026 - 16:45 • Lusa

Após Donald Trump ameaçar avançar com tarifas aos países que se opõem ao controlo da Gronelândia pelos EUA, o ministro das Finanças disse que, apesar de não querer "antecipar decisões que o Conselho Europeu tomará", acredita que vai "ser uma resposta unida e bastante forte".

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O Governo português defendeu uma "resposta unida e bastante forte" da União Europeia (UE) às ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump, de avançar com tarifas a alguns países comunitários por oposição ao controlo da Gronelândia pelos Estados Unidos da América (EUA).

"Não vou antecipar decisões que o Conselho Europeu tomará, ao nível dos primeiros-ministros e dos chefes de governo, mas tem de ser uma resposta unida e bastante forte, porque há linhas que não se ultrapassam e a soberania dos Estados é uma dessas", disse o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, em Bruxelas.

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Os principais Estados da União Europeia (UE) anunciaram este domingo que estão a ponderar aplicar tarifas de 93 mil milhões de euros aos Estados Unidos da América (EUA) após o Trump ameaçar aplicar tarifas de 10% à Dinamarca e outros países europeus que apoiam a Gronelândia.

"Vamos discutir isso hoje e na terça-feira e há um Conselho Europeu na quinta-feira", acrescentou, falando aos jornalistas portugueses na chegada à reunião dos ministros das Finanças da zona euro, num contexto de tensões relativamente ao território autónomo da Dinamarca, avançou o jornal "Financial Times".

Em particular, o Presidente norte-americano procura implementar tarifas na Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Países Baixos e Finlândia, bem como sobre o Reino Unido e a Noruega, até que os Estados Unidos sejam autorizados a comprar a Gronelândia.

Em estreita cooperação com os aliados, a França, Alemanha, Suécia e Noruega já enviaram esta semana um contingente militar de, pelo menos, 33 soldados na "Operação Resistência Ártica".

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