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Saúde

Caos na saúde? “Estamos a responder melhor”, garante diretor executivo do SNS

20 jan, 2026 - 14:15 • Isabel Pacheco

Ministério da Saúde recorre ao privado e ao social para responder à falta de camas no Tâmega e Sousa. Anúncio feito pelo diretor executivo do SNS, que reconhece dificuldades, mas recusa o caos na saúde.

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Depois da ministra da Saúde, também Álvaro Santos Almeida rejeita a ideia de caos na saúde. O diretor executivo do SNS acompanhou, esta terça-feira, Ana Paula Martins numa visita ao hospital Padre Américo, em Penafiel, onde garantiu que a resposta na saúde está a melhorar.

“Não só não há caos como estamos a responder melhor do que no passado”, disse.

“Obviamente que sempre houve problemas, os problemas não desapareceram”, reconheceu o responsável. “Se continua a haver algumas situações de muita dificuldade, mas se há caos agora, então, no passado era muito pior do que é agora”, apontou o responsável ,um dia depois de Ana Paula Martins — de visita ao hospital de Viana do Castelo — também ter negado o cenário de “caos” no SNS.

Governo recorre a privados para responder a necessidades da ULS do Tâmega e Sousa

A ULS do Tâmega e Sousa recorre a camas de unidades do setor social e privado para dar resposta aos utentes .

“A solução foi a contratação de camas ao exterior que está a ser feita e os doentes estão a ser colocados em várias unidades, não só, em unidades de Penafiel e de Amarante, mas, também, noutras unidades em que há acordos para colocação”, revelou, esta terça-feira, o diretor executivo do SNS à margem de uma visita à unidade hospitalar Padre Américo.

Ao todo são um “pouco mais 200 camas” que foram contratualizadas, acrescentou o responsável, reconhecendo que a ULS do Tâmega e Sousa é a que tem mais dificuldades a norte do país.

“Na região norte, sim, será uma daqueles onde as dificuldades são maiores, precisamente por esse desequilíbrio entre a oferta existente e as necessidades em termos da população que serve”, apontou. “Portanto, desse ponto de vista na região norte, será aquele onde a situação será mais complexa.”

A longo prazo, a solução poderá passar pelo alargamento das instalações do hospital Padre Américo. O projeto será apresentado até ao final do ano à tutela pela administração do Hospital e prevê a construção de um novo edifício.

“Estamos a falar de uma ampliação na zona envolvente para a zona do estacionamento”, revelou o presidente da administração José Luís Gaspar. “Estamos a falar de um edifício com dez andares. Antes de investimento, vai exigir muito planeamento” porque o hospital vai continuar a funcionar.

A unidade Local de saúde do Tâmega e Sousa foi dimensionada para responder a 300 mil pessoas. Serve atualmente meio milhão de utentes.

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