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PSP

Quase 10 atropelamentos por dia em 2025, mais do que em 2024

20 jan, 2026 - 07:03 • Redação com Lusa

Dados da PSP mostram uma subida do número de atropelamentos, mas com menos feridos graves e menos mortes.

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A PSP registou em 2025 uma subida do número de atropelamentos e de feridos ligeiros, em relação a 2024, embora com uma diminuição do número de feridos graves e de mortes.

Segundo dados da Polícia de Segurança Pública (PSP), foram registados 3.578 atropelamentos em 2025, dos quais resultaram 3.635 feridos, 211 graves e 3.424 ligeiros e 19 vítimas mortais.

Comparando com 2024, houve um aumento no número de atropelamentos (mais 258) e no número de feridos ligeiros (mais 55) mas, diminuíram os números de feridos graves (menos 32) e de vítimas mortais (menos quatro).

Alertando para a importância dos comportamentos a adotar na estrada, a PSP destaca que os números são reveladores da persistência de comportamentos de risco, tanto de condutores, como de peões, que estão na origem de muitos atropelamentos, sobretudo em meio urbano.

A Polícia apela aos condutores para que conduzam em segurança e cumpram as regras de trânsito, parando sempre para dar prioridade aos peões nas passadeiras, como prevê o Código da Estrada, e evitando qualquer tipo de distração ao volante, como telemóvel e ecrãs.

Aos peões recomenda que evitem usar telemóvel ou auscultadores ao atravessar a via e caminhem de frente para o trânsito em locais sem passeios.

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  • João Barbas
    20 jan, 2026 Lisboa 10:16
    Sem querer desculpar os responsáveis pelos atropelamentos, certamente decorrentes do excesso de velocidade e distração, constato que, com mais frequência do que seria desejável, os peões atravessam os arruamentos alheados à sua envolvência. Fazem-no falando ao telefone, a conversar ou com auscultadores, sem prestar atenção aos veículos que circulam. Ou entram subitamente nas passadeiras (ou mesmo vias) sem sequer olhar para os veículos que se aproximam, e sem terem a certeza de que os mesmos conseguirão abrandar em tempo e ceder a passagem. Temos de adotar uma velha máxima do universo ferroviário: “pare, escute e olhe”. Acresce a esta situação, a circulação de motas, bicicletas e trotinetes de forma mais ou menos anárquica nas vias gera igualmente acidentes com danos pessoais.

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