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Operação "Irmandade"

Um elemento da PSP e um militar entre detidos em operação da PJ contra grupo neonazi

20 jan, 2026 - 17:55 • Liliana Monteiro , com Lusa

Entre os 37 detidos suspeitos de pertencerem ao grupo neonazi 1143, um polícia do Comando Distrital de Setúbal e um militar constam na "Operação Irmandade", suspeitos de estarem envolvidos em crimes de incitamento ao ódio e à violência.

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PJ desmantela grupo neonazi para "evitar mais mortes"
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Um elemento da PSP e um militar estão entre os 37 detidos na operação da Polícia Judiciária (PJ) que visou o desmantelamento de um grupo de ideologia neonazi, indicaram esta terça-feira fontes policiais e ligadas à investigação.

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Em comunicado, a PSP adianta que o polícia detido pertence ao efetivo do Comando Distrital de Setúbal, aguardando a força de segurança a indicação dos crimes de que o suspeito está indiciado para desenvolver "os procedimentos disciplinares adequados e preventivos".

Fonte ligada à investigação disse por sua vez que o outro dos dois elementos não civis detidos na operação "Irmandade" é um militar.

Contactada pela Renascença, a Força Aérea não confirma nem desmente que o militar pertence àquele ramo das Forças Armadas.

Fontes do Exército, da Marinha e da GNR garantem à Renascença que, até ao momento, não há qualquer militar destes ramos ou força de segurança envolvido no caso.

O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) sublinhou que a operação visou evitar que venham ocorrer homicídios e avisou que todos "os crimes de natureza politicamente motivados" terão resposta.

"Nós atuámos aqui de forma preventiva, porque não queremos voltar a ter nem gente que fique como inválida, nem gente que veja casas incendiadas, nem gente que seja morta", disse Luís Neves, em conferência de imprensa na sede da PJ, em Lisboa, depois de recordar, entre outros, o homicídio do cabo-verdiano Alcindo Monteiro, no Bairro Alto, em junho de 1995.

O diretor nacional acrescentou que "tudo o que for crimes de natureza politicamente motivados, seja qual for a origem, terá como certa a ação da Polícia Judiciária, numa perspetiva de estancar essa atividade".

[notícia atualizada às 19h26]

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