21 jan, 2026 - 19:07 • Liliana Monteiro , com redação
A Força Aérea vai abrir processo disciplinar a militar detido na Operação Irmandade, contra o grupo neonazi 1143.
A informação foi avançada esta quarta-feira à Renascença por aquele ramo das forças armadas.
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
A Força Aérea está a “acompanhar o evoluir do inquérito” que envolve um dos seus elementos para instauração de um processo disciplinar interno.
“Atualmente, a Força Aérea aguarda conhecimento concreto dos factos que permita, como é procedimento habitual, instaurar o competente processo disciplinar ao militar, sem prejuízo da colaboração com as autoridades judiciais”, indica a Força Aérea, em resposta à Renascença.
O processo disciplinar vai decorrer em paralelo ao caso judicial apelidado de Operação Irmandade.
Operação "Irmandade"
Diretor da PJ anuncia o desmantelamento do grupo n(...)
Além do militar da Força Aérea, entre os detidos está um elemento da PSP.
Em comunicado, a PSP adianta que o polícia detido pertence ao efetivo do Comando Distrital de Setúbal, aguardando a força de segurança a indicação dos crimes de que o suspeito está indiciado para desenvolver "os procedimentos disciplinares adequados e preventivos".
Uma das advogadas que representa os detidos na Operação Irmandade, suspeitos de pertenceram ao grupo 1143, com ideologia nazi, negou esta quarta-feira que a organização tenha um cariz violento.
Mayza Consentino defende que os 37 arguidos não devem ficar em prisão preventiva.
Na terça-feira, o diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) sublinhou que a operação visou evitar que venham ocorrer homicídios e avisou que todos "os crimes de natureza politicamente motivados" terão resposta.
"Nós atuámos aqui de forma preventiva, porque não queremos voltar a ter nem gente que fique como inválida, nem gente que veja casas incendiadas, nem gente que seja morta", disse Luís Neves, em conferência de imprensa na sede da PJ, em Lisboa, depois de recordar, entre outros, o homicídio do cabo-verdiano Alcindo Monteiro, no Bairro Alto, em junho de 1995.
O diretor nacional acrescentou que "tudo o que for crimes de natureza politicamente motivados, seja qual for a origem, terá como certa a ação da Polícia Judiciária, numa perspetiva de estancar essa atividade".